Hoje vou escrever sobre duas histórias lindas, divertidas e marcantes na minha vida, uma BEM marcante inclusive, em formato de abacaxi. Explicarei mais detalhadamente abaixo.
Em um lindo verão, a mais ou menos 23 anos atrás (segundo o meu Tio Bidico) estávamos novamente toda a família passando as férias na Praia de Perequê, esta que era a praia em que veraneávamos todo o bendito verão. Ás vezes íamos também para Mariscal, mas esses detalhes de datas e praias eu não recordo porque era apenas uma linda e gorda criança. Não, brincadeirinha, eu era linda, mas não era gorda, pelo contrário... Meus pais me alimentavam através de soro (vitaminas e sei lá mais o que) para que me tornasse uma criança forte e esbelta. Coisa que só aconteceu anos depois...
Enfim, vou começar com a história de verão na Praia de Perequê. Estávamos lá, toda a família, se não me engano umas 19 pessoas, na época, curtindo calorosamente o verão. Devia estar rolando churrasco toda hora e caipirinha feita pelo meu Avô Nelson toda hora também, a cerveja gelada, a mulherada pegando sol, os homens fofocando, ops, conversando... Aquele negócio todo que é o verão.
Nós, crianças provavelmente estávamos à maior parte do tempo brincando na praia, segundo Uriel Viecili, era uma casa preta de frente para o mar, e de acordo com Rúbio Viecili temos imagens deste dia. Bom, como ficávamos a maior parte do tempo na areia, comendo e brincando na mesma, a hora do banho se tornava um momento muito desagradável, para mim. Porque, eu sinceramente não sei hoje uma das coisas que mais gosto é tomar banho, mas naquela época eu não gostava. Como não gostava de muitas outras coisas, como por exemplo, comer, ficar em casa, viajar (eu sempre enjoava e passava super mal), pegar tatuíra (porque meus primos sempre colocavam uma dentro do meu biquíni), coisas deste gênero.
Bom, estávamos lá, já suados e cheios de areia até no supercílio quando provavelmente um pai gritou:
- HORA DO BANHO!!!
Eu na verdade não me lembro, mas devia ser algo parecido com isso... E daí o que aconteceu?! Eu não fui tomar banho, simplesmente ignorei o pedido feito pelo suposto pai/mãe e fiquei lá como se nada estivesse acontecendo. Quando, de repente, do nada (como o galo da história anterior) meu pai, calmo e sereno, me pegou pelos tornozelos e me enfiou no chuveiro DE CABEÇA PARA BAIXO!!! Deve ter entrado água pelo meu nariz até não poder mais, devo ter engasgado e chorado como uma louca, ou não, porque também posso ter achado aquilo um máximo, na verdade não lembro, apenas recordo desta situação calamitosa de forma meio que, pode-se dizer “engraçada”. Vou até me informar a respeito.
Tá, essa passou, virei A atração do fim de tarde da praia, mas tudo bem, isso é freqüente em minha tão suada vida.
Agora vou contar uma história que foi muito triste, cruel e dolorida para mim.
Em um lindo dia de sol, na cidade de São Gabriel do Oeste-MS, estavam brincando todas as crianças do bairro na rua. Tínhamos como líder uma menina chamada Maiara, ela era a maior e mais forte do grupo e curiosamente era a minha irmã mais velha, aquela que SUPOSTAMENTE deveria cuidar da minha saúde física e prezar pela minha segurança, coisa que simplesmente não aconteceu, acho que nunca acontecia, na verdade. Só depois que cresci ela se tornou mais protetora.
Tá, continuando... Todas as crianças felizes, sujas e loucas por diversão e adrenalina estavam soltas na rua, quando a grande líder deu à linda e inteligente idéia de irmos roubar uns abacaxis que tinham no terreno em frente à casa de uma das crianças (Fabi), o detalhe é que quem cuidava deste terreno era um homem que tinha problemas, não sei se mentais ou o que, mas ele tinha problemas, ele vivia tocando gaita (de trás pra frente), falando sozinho e brigando com a gente.
Naquele momento, em que invadimos o terreno não vimos sinais da presença dele, Zé, este era o nome dele eu acho, e ficamos lá todos espalhados por toda a imensidão de pequenos abacaxis. A líder Maiara ensinou como devíamos quebrar o abacaxi do pé, tinha que “jogar areia no abacaxi e ele saía...” não sei por que, mas nós só conseguíamos pegar o abacaxi se fizéssemos isso... engraçado né?! Whatever!
Que eu me lembre ficamos um tempinho lá tirando os abacaxis dos pés e daí deixava de lado, por que não tinha o que fazer com eles, isso era óbvio, mas a líder mandava e nós fazíamos! Daí estava lá, eu, toda pequena, magrinha e fraquinha me matando pra arrancar um abacaxizinho, quando, de repente, do nada (como o galo e o meu pai das histórias anteriores a esta) o Zé surgiu!!! Todo ensaboado e com uma sunga roxa lazarenta de feia gritando xingando a gente de tudo que se possa imaginar, o que aconteceu??????! TODAS as crianças pegaram suas respectivas bicicletas, (esqueci deste detalhe, nós andávamos de bicicleta pra cima e pra baixo) e saíram que nem loucas correndo e pedalando para todos os lados.
Neste dado momento, eu estava recém olhando para a cara dele de forma APAVORADA, saí correndo, me esforcei pra levantar minha pequenina bicicleta, coloquei um pé no pedal e quando sentei no banco, SIMPLESMENTE senti a maior dor da minha vida, levei uma abacaxizada bem no meio da minha pequena e magrinha coluninha, fui no embalo da porrada até a esquina da rua, chorando tentando pedalar o pedal que girava super mega rápido, fiquei desesperada procurando pela minha linda Irma mais velha, que supostamente, como líder e irmã mais velha deveria estar me protegendo, mas nããããão, onde ela estava????! Estava simplesmente dentro da casa da Fabi, protegida e olhando tudo pela janela!!!!!! É, devo ter chorado por uns 3 dias, foi um trauma, até hoje pego um abacaxi na mão e sinto uma fisgada na coluna, foi muito ruim esta experiência, mas passou também, como muitas outras já passaram.
Bom, termino aqui mais um post. Não estão muito detalhadas as histórias porque realmente me lembro apenas de flashes, mas já basta!!
04 julho 2010
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk credo, das vezes que eu te salvei de porrada e fui pra delegacia por tua causa tu não comenta né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só da ÚNICA vez que te "esqueci" no calor do desespero!
ResponderExcluirTenho algumas correções:
O nome do cara era DÉ e não ZÉ.
A casa da frente da plantação era da Silvie e não da Fabi.
Fui eleita lider por votação e não pelo meu porte. (kkkkkkkkkk)
A hora que tu finalmente conseguiu sentar na bicicletinha, eu já te avistava da janela da sala da Silvie, tamanha a rapidez na fuga..
Sheila, teus textos são adoráveis..
Chorei de rir. Mesmo!
nem pra ser galinha , abacaxi deus!!
ResponderExcluirrs....showww essa história Sheila, eu ri...
ResponderExcluirA hora que quiseres ver o filme desse banho de cabeça para baixo, filmado no sistema beta, com uma filmadora Betamax 110 (de "sem" foco) é só vir aqui em casa que, se a fita não mofou e ainda roda, alguma coisa se poderá ver...
ResponderExcluirCadê o videocassete beta????
Bidico.
nossaaaaaaaaaa, solvou minha tarde!!!
ResponderExcluirkkkkkkkkkkk, essa eu lembro muito bem!!!!
great time in SGO!!!
miss you a lot
bj Dani