11 setembro 2010

Cidade Luz

Quando eu me imaginava morando em uma cidade sem mar, sem espaço para pegar um sol na areia, cheio de prédio e um trânsito infernal, eu entrava em desespero! Mas como sempre, tiramos conclusões das coisas sem antes saber como elas realmente são.

No dia que decidi sair do paraíso e me meter na “cidade grande” até pensei que poderia me arrepender, sinto saudades, mas nada que me tire o sono. Bem pelo contrário. Essa vida corrida até que é bem interessante. Eu sempre fui bastante ativa, já fui hiperativa, diga-se de passagem, mas hoje sou mais tranqüila. Pode até ser que qualquer hora eu não agüente mais essa correria toda, mas eu duvido.

Como no meu post anterior, estava dizendo como é difícil a vida aqui no Brasil, difícil em vários aspectos. Esqueci de dizer que tem muita coisa boa aqui também. Mas isso todos sabemos. Hoje acordo todos os dias bem cedinho e as ruas já estão cheias, as pessoas já estão acordadas, muitas à muito tempo inclusive, os bares já estão abertos, restaurantes já estão começando a se organizar para receber seus tão cativos clientes e os carros, nossa são tantos!

É claro, que a pessoa que vos escreve não poderia deixar de “se perder” na cidade grande. Na verdade não me perdi, mas peguei ônibus errado e parei longe, mas muito longe do meu destino. Mas foi interessante porque agora já sei para onde não devo ir. E seria muito estranho se isso não acontecesse comigo. Quem me conhece sabe do que eu estou falando. Já me perdi em uma cidade chamada “Treze de Maio”, um cubículo de cidade na época, mas ok.

Bom, tenho que ir agora porque hoje irei conhecer a nightlife da cidade. Até a próxima!

31 agosto 2010

Searching

O meu país é maravilhoso, cheio de atrativos naturais, é lindo, grande, cheio de gente que gosta de música, gente que é feliz, é o melhor do mundo no futebol, tem um litoral de dar inveja em outros países, tem o clima tropical, tem cidades grandes e bem planejadas, cidades pequeninas, gastronomia deliciosa, gente bonita, pessoas inteligentes e engraçadas. Enfim é o meu lugar.

Pois é, ele é o meu lugar porque sou nascida e orgulhosamente brasileira, mas orgulhosa por poucos motivos atualmente. É uma pena que uma pessoa tenha tanta dificuldade de ser reconhecida e de ter uma oportunidade para “entrar” no mercado de trabalho, assim como é uma pena saber que tem crianças que morrem de fome, não tem educação e sequer sabem o que é isso, é uma pena saber que tem gente milionária e com quatro casas espalhadas no país para passar as férias e gente sem ter onde morar. É uma pena, mas é fato.

O bom é que tenho a oportunidade de ir para outros lugares, para outro país, onde tenho mais chances de ter qualidade de vida do que no meu próprio país, falo isso com propriedade pois já morei fora um ano. E nesse período eu percebi o que é viver no 1° Mundo. Senti uma saudade imensa do meu Brasil, mas não de viver aqui e sim da minha família e das praias e lugares maravilhosos que temos aqui. Foi quando eu percebi que seria interessante viver num outro país e vir para o Brasil só a passeio.

Quando eu escolhi fazer uma faculdade aqui eu pensei que saindo dela, no mínimo, eu teria oportunidade de trabalho e de ser remunerado de acordo com tudo o que aprendi e almejei fazer durante cinco anos de curso. Óbvio que não esperava isso já no início sei que temos todo um processo até começarmos a ter sucesso na carreira. É nesse momento que vem a frustração. Na minha área o Brasil tá cheio de vagas e oportunidades de emprego, só tem o detalhe que para você conseguir ter qualidade de vida com o que se ganha é coisa para sete a doze anos, e se tiver. Durante esse período você deve “competir” com outras pessoas para que elas não tenham e não se sobressaiam mais que você, para não pegar o seu lugar e consequentemente você ficar mais um tempo de molho.

É importante estar sempre melhorando, procurando mais informações, fazer novos cursos, se especializar. Eu gostaria muito e vou fazer isso ainda. Mas o triste é que posso contar em UMA mão, colegas de faculdade meus que estão hoje felizes e satisfeitos com a nossa profissão. Sem generalizar, é claro que tem gente se dando muito bem, e porque merecem, com certeza.

Eu estou vendo isso dessa maneira agora, porque neste momento estou procurando um lugar para me “enraizar” e começar a minha vida. Foi quando senti toda essa dificuldade, eu tinha um ótimo emprego e era na minha área, mas eu queria mais porque eu sei que eu posso mais, foi quando escolhi sair de um lugar pequeno e ir para um, onde supostamente, as coisas seriam diferentes, mas não são não. Estou ainda há pouco tempo aqui para tirar minhas conclusões, na verdade elas serão efetivas daqui mais ou menos, duas semanas. Aí eu poderei dizer se estou certa disso ou não. Mas como conhecemos gente em todos os lugares que passamos, estas falam das coisas que já passaram e já viveram, te fazem enxergar com olhos de quem sempre viveu ali e é nessa que você tira algumas conclusões, umas boas outras nem tanto.

Voltando ao lance de viver no exterior, isso se dá por todos esses fatos relatados acima, é o fato de procurar qualidade de vida. É você trabalhar muito, mas se quiser sair do trabalho e ir para um bom restaurante, não deixar metade do seu salário lá. Poder ir viajar num final de semana, comprar roupas, ir a shows, teatros e junto com todo esse lazer poder pagar as contas do mês. É o que eu procuro, talvez seja o que muitas pessoas da minha idade procuram, tanto que tenho muitos, mas muitos amigos fora do Brasil e felizes. É uma pena, mas é isso aí...

E mesmo com tudo isso, somos pessoas felizes! Eu sou feliz, imensamente feliz, mas não completamente ainda... mas algo me diz que logo logo serei! Yeah!

17 agosto 2010

"O" Esporte Brasileiro

Bom, vou falar de uma coisa na qual não tenho uma super opinião formada... Na verdade eu tenho tantas dúvidas que por esse motivo não consigo ter opinião a respeito. Mas vamos lá, vamos falar de f u t e b o l.

O que é o futebol?! É um esporte super legal e descontraído onde os amigos se encontram e juntamente com um churrasco e cerveja se divertem correndo atrás de uma bola. Seria lindo se fosse assim. Óbvio que tem o futebol de amigos e o futebol profissional. Eu prefiro o futebol de amigos, pois assim posso participar do churrasco.

Descrevendo um dia de futebol “entre amigos”. Um lindo dia de sol estava com vários amigos, colegas de faculdade e demais pessoas reunidas em um lugar onde também havia um campo de futebol, maldito campo de futebol. Depois de muita cerveja os homens resolveram mostrar seus dotes futebolísticos uns para os outros, (porque eles jogam entre amigos pra depois ficar jogando na cara um do outro o drible que deu no outro, o gol que foi o mais lindo, a rasteira e toda essa ladainha), enfim, com uma discussão de 23 minutos dividiram os times e em 5 minutos de jogo virou uma pancadaria, eu sabia que isso ia acontecer, até tinha avisado, mas não me escutaram... Depois de muita discussão tudo ficou bem, voltaram a beber e comer.

Esses dias comentei com minha irmã que queria escrever sobre futebol... e ela disse:
- Você tem certeza?!

Mas estou escrevendo porque é um esporte que me incomoda um pouco, se tem futebol na televisão você não pode fazer mais nada, nem andar dentro de casa porque você pode tirar a atenção da pessoa que está assistindo, falar então?! Proibido! Quer ver tirar dúvidas, isso é pedir para morrer... E todos os homens (que gostam de futebol) são assim.

Acho engraçadíssimo quando eles ficam bravos e indignados com os times pelos quais são torcedores, os jogadores não tão nem aí... E eles choram, esperneiam e alguns até apanham pelo tão amado e estimado time, já os digníssimos jogadores, mesmo perdendo, vão pra balada, restaurante ou whatever, não tão e não são tão preocupados quanto os torcedores. Mas isso deve fazer parte da masculinidade futebolística, gritar e brigar... Vai entender?!

Enfim, amanhã tem um super jogo, a cidade já está em polvorosa e os homens (que gostam de futebol), nem se fala, tão dando piruetas no ar... Amanhã por 90 minutos eles não existirão, e eu aposto que o time que perder, porque um sempre perde, vai deixar muita gente triste, desesperada, mal-humorada, de cara com a vida, de mau humor por uma semana, enquanto isso, os jogadores vão para casa dormir, super tristes e incomodados por decepcionar a tão amada torcida. Tá bom...

08 agosto 2010

Viagem

Estava esses dias na casa de uma super amiga conversando sobre viagens. Ela estava me mostrando as fotos da época em que ela morava no México. Obviamente já comecei a pensar a respeito de ir para o México um dia, coisa que anteriormente não tinha em mente, mas depois de ver os lugares maravilhosos que tem lá e ela me contar como é bom viver lá eu pensei nessa hipótese, mas mais para frente, é claro. Mas foi dessa conversa que surgiu a idéia do meu próximo post, este que você está lendo agora com o assunto principal: VIAJAR!



Eu, como já disse anteriormente sou apaixonada por viagem. Todas de todos os tipos, aquelas super planejadas, aquelas não tão planejadas e aquelas que acontecem do nada, quando percebe você já está viajando para algum lugar, que seja perto ou não o legal é viajar. O fato de você sair de um lugar onde você segue uma certa “rotina” e mudar ela completamente, já é uma delícia, fora o detalhe de conhecer gente nova e lugares novos, o que é super interessante.



Hoje em dia as pessoas viajam bem mais, em termos de quantidade de pessoas viajando eu me refiro. Na época dos nossos pais e avós rolava umas viagens, mas o número de pessoas que viajavam era bem menor que hoje, talvez pela facilidade que se tem hoje de ir e vir. Hoje viajar para outro país é muito mais comum que antigamente, até porque muitos hoje em dia viajam para morar em outro país enquanto antigamente era mais turismo. Penso.



Eu que já morei em outro país posso dizer com propriedade, a coisa mais interessante e que mais agregou conhecimento na minha vida foram às viagens que eu fiz enquanto estava fora. Conheci países diferentes, e o mais legal, uma galera diferente. Gente de todo o mundo fazendo a mesma coisa. É uma troca de idéia irada porque você está num lugar novo e com pessoas que você nunca viu na vida, mas depois de certo tempo juntos você já está dando muito risada, contando e ouvindo histórias. Eu adoro isso!



O lance da viagem não é só o fato de “sair da rotina” acho que é mais o fato de conhecer pessoas. É só você parar para pensar quantas pessoas interessantes, divertidas e que se tornaram amigas em todas as viagens que você já fez?! Várias. Normalmente. Eu mantenho contato com pessoas que conheci dentro de um trem, indo de um país para o outro. Nada como a internet, claro. Voltando ao negócio viagem, tem o fato da cultura e gastronomia, que também é muito interessante.



Foi o que disse para essa minha amiga, se você for pensar em todos os lugares do mundo, todos mesmo, desde pequenas cidadezinhas a grandes países, sempre vai existir uma coisa interessante, ou você vai adorar ou odiar a comida, ou vai fazer um grande amigo(a), ou vai conhecer um lugar lindo... Certo que alguma coisa vai te chamar atenção. Sou super a favor da viagem, se eu pudesse viajaria o tempo todo, se eu pudesse já teria conhecido metade do meu país, mas isso é uma questão de tempo... Ainda vou viajar muito na minha vida, inclusive daqui uns dias to indo para outro lugar, novo e cheio de gente nova e desconhecida, restaurantes novos e lugares diferentes, não vejo a hora. E daqui uns anos, quem sabe, um outro país?! Maravilha!!! Enjoy!

27 julho 2010

Mudando de assunto...

Estava pensando esses dias sobre mudanças. Mudanças como: mudar de colégio, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de namorado, mudar de país, mudar o estilo de vida... Enfim mudar. E aí me deparei com o seguinte fato: Toda mudança é “tensa”, porque você nunca sabe o que vai encontrar pela frente, se vai ser melhor ou pior do que você já estava vivendo, mas daí é que vem o detalhezinho, você só vai saber se tentar.

Aquelas pessoas, penso eu, que ficam anos no mesmo lugar fazendo a mesma coisa devem ser realmente muito felizes e realizadas no que fazem ou acomodadas. É diferente quando estamos fazendo alguma coisa e de repente surge uma nova oportunidade de mudança e aí você pode optar pela melhor, de forma sensata e correta. O que não é o meu caso. Claro que uma pessoa de 50 anos não pode simplesmente jogar tudo para o alto e decidir “mudar” tudo, mas esse também não é o meu caso, pois tenho apenas 26 aninhos, bem vividos e com muita energia pra viver muito mais.

Eu sou muito a favor das mudanças, porque na verdade é melhor você tentar e não dar certo do que você não tentar e nunca saber se daria certo ou não, super clichê. Não sei por que associamos as mudanças ao fracasso... “Porque mudar o que está dando certo?!”, nem sempre está dando certo... Aparentemente sim, mas se você parar e observar bem a fundo você vai ver que poderia estar melhor, não sempre, nesse momento estou falando do meu caso.

Coragem, essa palavra define um pouco do que eu devo ter nesse momento da minha tão linda vida, e eu tenho coragem. Bem na real eu adoro desafios, e vejo que mudanças geram desafios, como estou mudando algumas coisas na minha vida, acredito que terei novos desafios e estou pronta! Super ansiosa, mas vou com os pés no chão, sem pressa de ser feliz, vou plantar e depois colher... O negócio é que devemos ser “pra frentex” como diz uma amiga minha.

Estou de mudança para um novo estado, não um lugar qualquer, bem pelo contrário, é um lugar onde nunca imaginei que eu iria. Mas aí é que entra a questão das oportunidades, penso que lá para onde vou, terei muito mais oportunidades do que aqui onde estou. Posso muito quebrar a cara e voltar pra cá mais arrependida do que nunca, mas eu duvido!! Juro, tenho mais fé em mim do que qualquer outra pessoa, eu acho... Melhor ir atrás dos meus sonhos do que deixar eles ali guardados em algum canto da minha cabeça.

Vou encerrando por aqui e quero aproveitar para dizer para aqueles que estão lendo meu post:
Batalhem pelos seus sonhos, não tenham medo de fracassar, não associem suas mudanças ao fracasso, procurem por algo novo quando não estiverem mais de acordo ou felizes da maneira que estão vivendo. O tempo passa e não volta, aproveitem, curtam o momento, viagem e aproveitem todos os momentos e oportunidades que a vida te dá. CORAGEM! E é isso aí...

18 julho 2010

A Saga do Verão

Esses dias eu estava em casa conversando com um amigo e lembrando o verão. Daí pensei: “
- Tenho boas histórias do verão para contar...
Então decidi começar por uma que me marcou mais, pois ela durou mais de 1, 2 dias... Na verdade ela durou 3... Dias estes que eram bastante caóticos para nós, tias, do “Quarto das Tchulas” da equipe de recreação do Resort em que estávamos trabalhando.
Bom, para quem não sabe no verão de 2009/2010 eu trabalhei em uma equipe de recreação de um lindo e maravilhoso Resort no Sul do Brasil. Verão este bastante movimentado, por esse motivo a equipe de recreacionistas era relativamente grande, cerca de 15 monitores, trabalhando 24 horas juntos, quando não estávamos no hotel, estávamos no alojamento.

Tínhamos como chefe um ex- tio de recreação, ou seja, o cara já tinha trabalhado como tio, ou seja, sabia de todas as falcatruas e maneiras de tentar “dar o migué” (como eles falavam) nas atividades, na verdade ele achava que sabia de todas as maneiras, mas na verdade ainda existiam alguns tios bem espertos que conseguiam fazer de conta que trabalhavam.

Eu sempre era julgada por não fazer nada, só porque eu acompanhava o grupo de “juvena” que é aquela galera de 15/16 anos que não quer fazer nada... não era minha culpa, eu na verdade tentava armar umas brincadeiras, mas a galera preferia ficar de boa, trocando idéia, então eu não insistia muito e ficava com eles, o tempo todo. E também tem um detalhe, todas as faixas etárias tinham no mínimo 3 tios, eu era a única sozinha, então não fazia muito esforço, mesmo, para causar.

Bom, a equipe entrava de manhã e saía à noite, por volta das 23 horas, mais ou menos, nosso chefe, além de muito irônico, cruel e VINGATIVO fazia reuniões todas as noites, para saber como tinha sido o dia de cada um de seus monitores. Depois de alguns “fumos” (nome dado a bronca que levávamos) alguns iam dormir, outros beber e assim por diante. As reuniões eram ótimas, sempre tinha um que levava mais “fumo” principalmente a Tia Jabuticaba, que era perseguida pelo grande grupo, por ser uma ótima tia e mandar melhor ou tão bem quanto os tios.

Normalmente ela saía chorandinho das reuniões, mas tudo também era muita brincadeira, zoação mesmo. Era ótimo. Até começarem as brincadeirinhas, sem graça e de certo abuso de poder, pode-se dizer assim...

Bom, depois de existir o maníaco do espelho, surgiu um “espírito” que colocava coisas no quarto das tias enquanto elas estavam ferozmente e arduamente trabalhando... Tudo começou assim:
Em uma noite, eu cheguei no alojamento por volta de 1 hora da manhã, pois como “não fazia nada” com os juvena era a única que ficava até a madrugada no hotel, whatever... Quando estava me aproximando de meu quarto encontrei uma certa muvuca. Tinha umas 5 pessoas lá dentro, a tia jabuticaba xingando a galera, indignada! Foi quando perguntei:
- O que está acontecendo??
- O Psico (apelido de um tio) pegou o nosso ventilador e DEU para o Diego (chefe) porque o dele estragou!!!!

Olha, na hora eu ri, porque achei que era brincadeira... Mas nãããão, era a mais pura realidade... O falcatrua do tio (que era o espião do chefe na época, dedo duro, X9 e o escambal) tinha realmente pegado o nosso ventilador e o pior, dado o do Diego para nós, quebrado e fazendo um barulho do inferno, achando que íamos nos dar por satisfeitas.

Depois de certa discussão do assunto, um negando uma coisa o outro afirmando outra eu fui no quarto do chefe, que estava DESCARADAMENTE lendo um livro com o ventilador super ventilando aquele corpo cansado. Quando eu vi, eu falei:

- Quero meu ventilador!
- Que ventilador??! (Ironia filha da mãe)
- O nosso ventilador, este aqui (peguei o ventilador na mão) que o Psico te trouxe.
- Pode pegar...
Quando eu peguei o ventilador na mão, ele disse:
- Só não esqueça: - COISAS ACONTECEM! (olhando malignamente para os meus olhos)

Daí como uma pessoa coerente que sou, decidi deixar o ventilador no quarto e tentar arrumar o outro. Como eu não consegui, pensei comigo mesma...
- Ahh, o máximo vai ser fazer mais atividades ou levar uns fumos a mais...

Fui lá e peguei o ventilador, coloquei no nosso quarto e dormimos como anjos.

No outro dia, fomos trabalhar... Na hora do almoço a Tia Jabuticaba resolveu tomar um banho, quando abrimos a porta do nosso lindo e arrumado quarto, havia uma FLORESTA lá dentro, galhos, folhas secas, TERRA, formigas e tudo que vocês possam imaginar jogado por todo o quarto. Na hora fui no quarto do espião e enchi ele de coisa, ele muito irônico disse:
- Eu estava trabalhando até agora, não fiz isso...

Foi quando me lembrei da ameaça do chefe, e daí sim tive a certeza de que tinha sido ele... Depois de algumas discussões e bate-boca arrumamos tudo e almoçamos, no final da tarde a mesma coisa, abrimos a porta do quarto e tinha lixo, latinha de cerveja e um monte de tralha jogada no meio do quarto. Isso durou um tempo. Ahh e levaram nosso ventilador embora. O pior é que eles eram tão irônicos que a gente até tinha dúvidas se tinham sido eles mesmo ou não, mas hoje eu tenho certeza que sim, foram eles.

Nós até pensamos em armar contra eles, mas achamos melhor ficar de boa... Uma vez só, a tia Jabuticaba, muito indignada, colocou uns pequenos galhinhos na cama do espião, só pra ele ficar ligado, foi quando nossa janela apareceu arrombada, o frigobar com pedaços de árvore e os colchões jogados, foi quando decidimos não medir força, e partimos para a parte em que éramos melhor, intelectualmente.

O que os “grandes mestres da recreação” não sabiam é que nós, tias, tínhamos contatos no hotel, ficamos apenas uma noite sem ventilador, porque depois estávamos nada mais nada menos que com uma turbina de avião dentro do nosso quarto, e eles ainda tentaram roubar, eu fui até agredida fisicamente e tive uma parte do braço “rasgada” pelo ventilador em uma das tentativas de furto do mesmo, uma tia levou uma fitada na cabeça, o negócio era bruto mesmo. Mas depois de um tempo conseguimos um ventilador que era coladíssimo na parede, ou seja, não podiam roubar!!! E ele ainda era super potente e silencioso.

Passamos o verão tendo algumas surpresas, hoje tudo o que sei quanto ao fato de ser irônica aprendi com meus digníssimos colegas, em especial, meu chefe. Além de abusar do seu poder de chefe para conseguir as coisas era também irônico em tudo o que fazia, às vezes até nos “fumos”. Mas minhas recordações são ótimas, conheci pessoas que eu nunca mais vou esquecer e aprendi coisas que também não irei esquecer, e vi coisas que também não irei esquecer, mas não irei entrar em maiores detalhes quanto a isso...

14 julho 2010

Mariscal

Em um lindo dia de sol, decidimos ir passar uns dias em Mariscal, praia vizinha de onde moramos. Meus dois estimados housemates (Fábio e Diego) e eu saímos no final da tarde para relaxar e passar uns dias diferentes em um lugar diferente fazendo coisas diferentes.

Chegando lá a primeira coisa que fizemos foi ir para a praia, meus estimados housemates não a conheciam ainda, e como um é de Bauru/SP e o outro de Cornélio Procópio/PR, olhar aquela imensidão de água era algo super interessante e diferente para eles, tanto que ficaram absurdamente empolgados, pulando e sorrindo à toa.

Ah, não posso esquecer que levamos nosso queridíssimo cachorro Joey, este também estava bastante feliz, pois era a primeira vez que colocava suas delicadas e pequeninas patinhas na areia da praia, concordo que isso não é muito conveniente, levar cachorro para a praia, mas ele é vacinado, não tem doença e não fez nenhuma de suas necessidades fisiológicas na praia, pelo menos não, até dado momento.

Quando voltamos para casa ficamos um tempo conversando e dando risada, tomamos vinho, catuaba, cerveja e água, é claro. Bom, a noite foi bem tranqüila, não consigo lembrar exatamente o que jantamos, minha memória é um pouco equivocada, às vezes esqueço pequenas coisas, mas enfim, devia ser algo parecido com sanduíches. A primeira noite dormimos tranquilamente para assim, poder aproveitar o outro dia.

Pela manhã, nosso querido chefe precisou ir trabalhar, como chefe deve zelar e manter a organização do setor no qual trabalhamos, tínhamos deixado, infelizmente, outra pessoa (Grampola) trabalhando também, este que fez muita falta, pois teríamos dado 3x mais risadas se ele estivesse junto, mas enfim. Ficamos Fábio e eu em Mariscal para aproveitar o dia.

Depois de tomar um excelente café da manhã resolvemos ir caminhar, encontramos muitas coisas na praia, dentre elas três tartarugas e uma capivara, infelizmente elas não estavam vivas, sim, elas estavam super se decompondo na areia da praia. Passeamos, andamos, andamos, encontramos um enorme trapiche e depois fomos ao mercado comprar nosso jantar, pois nosso querido chefe iria retornar ao lar para dormir. Decidimos fazer tainha recheada.

Entramos na casa de um pescador que dizia ter tainha e deixamos uma separada para pegar mais tarde, mas isso não aconteceu, acabamos comprando uma enorme e suculenta tainha no mercado, com ova e tudo. Estávamos voltando com as compras do mercado que estavam um pouco pesadas, quando passou três simpáticas senhoras em uma carroça sendo puxada por um lindinho cavalo, foi quando pedimos uma caroninha e é claro que o pedido não nos foi negado, pois somos pessoas bastante simpáticas. Foi muito divertido andar na carroça em uma rua de chão com milhares de buracos... Até trocamos uma breve idéia com as “tias” que estavam bem felizes em nos ajudar. Aquela conversa pausada, por causa dos buracos:
- A aai que bo o o a a a ess a a a caro o na...

Chegando em casa, pegamos Joey e nos dirigimos a praia, logo em seguida nosso chefe chegou e ficamos lá brincando e se divertindo na areia, olhando para o mar e conversando, coisa que fazemos muito. Fizemos de jantar a deliciosa tainha, estava magnífica, os meninos davam piruetas no ar de tão boa que estava. Depois jogamos cartas, bebemos e fomos dormir tudo muito diferente e divertido. (?)

No outro dia, acabei ficando sozinha pois os outros dois foram trabalhar, foi bom, caminhei, andei na praia, caminhei uns 50 quilômetros para encontrar um esmalte, comprei, fui pra casa, fiz as unhas, dormi. Fui acordada com a chegada de mais dois amigos que adoro (Tiago e Amanda) e o Fábio. Jogamos “personalidades” bebemos um vinho, demos umas risadas e dormimos. No outro dia os três funcionários padrão foram trabalhar e eu fiquei mais uma vez, sozinha. Trabalhava apenas a tarde.

Passei uma manhã inteira pensando na vida e curtindo o sol, que estava um espetáculo! Peguei um ônibus perto do meio dia, conheci TODAS as ruelas que existem no trajeto de Mariscal à Meia Praia, fiquei 75 horas dentro do ônibus, mas foi tranqüilo, pois tinha passado esses dias com pessoas que eu adoro em um lugar que eu adoro! Perfeito!

04 julho 2010

Lembranças de uma linda infância

Hoje vou escrever sobre duas histórias lindas, divertidas e marcantes na minha vida, uma BEM marcante inclusive, em formato de abacaxi. Explicarei mais detalhadamente abaixo.

Em um lindo verão, a mais ou menos 23 anos atrás (segundo o meu Tio Bidico) estávamos novamente toda a família passando as férias na Praia de Perequê, esta que era a praia em que veraneávamos todo o bendito verão. Ás vezes íamos também para Mariscal, mas esses detalhes de datas e praias eu não recordo porque era apenas uma linda e gorda criança. Não, brincadeirinha, eu era linda, mas não era gorda, pelo contrário... Meus pais me alimentavam através de soro (vitaminas e sei lá mais o que) para que me tornasse uma criança forte e esbelta. Coisa que só aconteceu anos depois...

Enfim, vou começar com a história de verão na Praia de Perequê. Estávamos lá, toda a família, se não me engano umas 19 pessoas, na época, curtindo calorosamente o verão. Devia estar rolando churrasco toda hora e caipirinha feita pelo meu Avô Nelson toda hora também, a cerveja gelada, a mulherada pegando sol, os homens fofocando, ops, conversando... Aquele negócio todo que é o verão.

Nós, crianças provavelmente estávamos à maior parte do tempo brincando na praia, segundo Uriel Viecili, era uma casa preta de frente para o mar, e de acordo com Rúbio Viecili temos imagens deste dia. Bom, como ficávamos a maior parte do tempo na areia, comendo e brincando na mesma, a hora do banho se tornava um momento muito desagradável, para mim. Porque, eu sinceramente não sei hoje uma das coisas que mais gosto é tomar banho, mas naquela época eu não gostava. Como não gostava de muitas outras coisas, como por exemplo, comer, ficar em casa, viajar (eu sempre enjoava e passava super mal), pegar tatuíra (porque meus primos sempre colocavam uma dentro do meu biquíni), coisas deste gênero.

Bom, estávamos lá, já suados e cheios de areia até no supercílio quando provavelmente um pai gritou:
- HORA DO BANHO!!!
Eu na verdade não me lembro, mas devia ser algo parecido com isso... E daí o que aconteceu?! Eu não fui tomar banho, simplesmente ignorei o pedido feito pelo suposto pai/mãe e fiquei lá como se nada estivesse acontecendo. Quando, de repente, do nada (como o galo da história anterior) meu pai, calmo e sereno, me pegou pelos tornozelos e me enfiou no chuveiro DE CABEÇA PARA BAIXO!!! Deve ter entrado água pelo meu nariz até não poder mais, devo ter engasgado e chorado como uma louca, ou não, porque também posso ter achado aquilo um máximo, na verdade não lembro, apenas recordo desta situação calamitosa de forma meio que, pode-se dizer “engraçada”. Vou até me informar a respeito.

Tá, essa passou, virei A atração do fim de tarde da praia, mas tudo bem, isso é freqüente em minha tão suada vida.

Agora vou contar uma história que foi muito triste, cruel e dolorida para mim.

Em um lindo dia de sol, na cidade de São Gabriel do Oeste-MS, estavam brincando todas as crianças do bairro na rua. Tínhamos como líder uma menina chamada Maiara, ela era a maior e mais forte do grupo e curiosamente era a minha irmã mais velha, aquela que SUPOSTAMENTE deveria cuidar da minha saúde física e prezar pela minha segurança, coisa que simplesmente não aconteceu, acho que nunca acontecia, na verdade. Só depois que cresci ela se tornou mais protetora.

Tá, continuando... Todas as crianças felizes, sujas e loucas por diversão e adrenalina estavam soltas na rua, quando a grande líder deu à linda e inteligente idéia de irmos roubar uns abacaxis que tinham no terreno em frente à casa de uma das crianças (Fabi), o detalhe é que quem cuidava deste terreno era um homem que tinha problemas, não sei se mentais ou o que, mas ele tinha problemas, ele vivia tocando gaita (de trás pra frente), falando sozinho e brigando com a gente.

Naquele momento, em que invadimos o terreno não vimos sinais da presença dele, Zé, este era o nome dele eu acho, e ficamos lá todos espalhados por toda a imensidão de pequenos abacaxis. A líder Maiara ensinou como devíamos quebrar o abacaxi do pé, tinha que “jogar areia no abacaxi e ele saía...” não sei por que, mas nós só conseguíamos pegar o abacaxi se fizéssemos isso... engraçado né?! Whatever!

Que eu me lembre ficamos um tempinho lá tirando os abacaxis dos pés e daí deixava de lado, por que não tinha o que fazer com eles, isso era óbvio, mas a líder mandava e nós fazíamos! Daí estava lá, eu, toda pequena, magrinha e fraquinha me matando pra arrancar um abacaxizinho, quando, de repente, do nada (como o galo e o meu pai das histórias anteriores a esta) o Zé surgiu!!! Todo ensaboado e com uma sunga roxa lazarenta de feia gritando xingando a gente de tudo que se possa imaginar, o que aconteceu??????! TODAS as crianças pegaram suas respectivas bicicletas, (esqueci deste detalhe, nós andávamos de bicicleta pra cima e pra baixo) e saíram que nem loucas correndo e pedalando para todos os lados.

Neste dado momento, eu estava recém olhando para a cara dele de forma APAVORADA, saí correndo, me esforcei pra levantar minha pequenina bicicleta, coloquei um pé no pedal e quando sentei no banco, SIMPLESMENTE senti a maior dor da minha vida, levei uma abacaxizada bem no meio da minha pequena e magrinha coluninha, fui no embalo da porrada até a esquina da rua, chorando tentando pedalar o pedal que girava super mega rápido, fiquei desesperada procurando pela minha linda Irma mais velha, que supostamente, como líder e irmã mais velha deveria estar me protegendo, mas nããããão, onde ela estava????! Estava simplesmente dentro da casa da Fabi, protegida e olhando tudo pela janela!!!!!! É, devo ter chorado por uns 3 dias, foi um trauma, até hoje pego um abacaxi na mão e sinto uma fisgada na coluna, foi muito ruim esta experiência, mas passou também, como muitas outras já passaram.

Bom, termino aqui mais um post. Não estão muito detalhadas as histórias porque realmente me lembro apenas de flashes, mas já basta!!

28 junho 2010

Gutierrez

Hoje vou falar um pouco sobre o meu querido e estimado colega de casa, Gutierrez.
Este ser tão lindo, querido, amável, simpático, companheiro e silencioso housemate é, nada mais, nada menos que o GALO da casa onde moro com mais três “seres”. A vida dele parece ser bastante tranqüila, ele começa, eu disse c o m e ç a, a cantar exatamente às 04h32min com intervalos intercalados de 30 a 45 minutos, ou seja, ele Vaira a manhã inteira cantando de forma irregular e estridente para toda a vizinhança, todo o santo dia.
Bom, até mais ou menos umas 8 horas ninguém acordou, quer dizer, todos já acordaram, costumo acordar todo dia as 04h32min da matina, mas ainda não levantamos da cama e tal... Como temos também um lindo, querido e tranqüilo cachorro, Joey, a primeira coisa que fazemos pela manhã é alimentá-lo, sendo assim, alimentamos também o Gutierrez, que prontamente aparece quando percebe que alguém da casa já está na varanda para entregar à gostosa e suculenta comida.
Depois de comer, como é do costume de Gutierrez ele desaparece, daí hora ou outra escutamos ele cantar, às vezes ele parece estar muito longe... Todos os vizinhos já o conhecem, inclusive o da frente, que no início o Gutierrez adorava visitar, ele ia toda hora pra casa do vizinho, até um dia o delicado vizinho entregar o galo em mãos para o Diego, com o seguinte diálogo:
- Oi, vim devolver o galo, ele estava MAIS UMA VEZ lá em casa...
- Ah é??! Porque será que ele vai tanto lá né?!
- Deve ser porque eu cuido dele...
- ... (silêncio)

Depois desse dia, parece que até o Galo se revoltou com a ironia do vizinho, e nunca mais voltou lá, mas em compensação vive andando pela rua... Deixa os cachorros alucinados... Fica aquela gritaria na rua, de cachorro latindo e galo cantando... O “Quadro da Dor”... Depois de Gutierrez causar na rua ele volta pra casa bem faceiro, sobe na árvore, canta e dorme (acho que dorme).
Ele e o Joey estão ficando mais próximos, estão se conhecendo melhor agora, ficam alguns centímetros um do outro... Coisa mais lindinha... E é assim o dia do nosso Galo Gutierrez, super interessante.
Vou aproveitar o assunto Galo, e contar uma história da minha infância e de um filha da mãe de um galo...

Estava com minha família, toda minha família, na fazenda do meu Vô Nelson no Rio Grande do Sul. Estávamos lá, os primos, brincando em frente à casa, somos em 11, e naquele dia se eu não me engano estava toda a família, então conseqüentemente todos os primos... Depois de comermos melancia, queimarmos esterco e nos pendurarmos em cipó eu já estava ficando cansada, e resolvi fazer algo mais tranqüilo... Como por exemplo: incomodar o Super filha da mãe do galo que estava lá com suas 350 galinhas em volta.
Comecei pegando um pedaço de graveto, e enticar as galinhas e ele também... Ficava tentando cutucar o rabo dele com o graveto, daí ele ficava louco e vazava... Daí eu incomodava as galinhas e daí o galo e as galinhas e o galo, ATÉ que escutei um grito bem delicado do meu paizinho:
- SHEILA!!!! Pára com isso que o galo vai ir atrás de você!
- Tá bom pai...
Dei umas rodeadinhas por ali e voltei a incomodar o galo... Nisso toda a primaiada já estava fazendo outra coisa, uns tinham entrado na casa, outros estavam mexendo nos tratores, só estava eu, o galo e as galinhas bem na frente da casa, ahh e meu pai, sentado de frente para o portão, apenas admirando a situação toda... Quando, de repente, SEM MAIS NEM MENOS, o galo filha da mãe se revoltou contra a minha pessoa, arrepiou todas as peninhas do corpinho, cantou e em questão de segundo veio pra cima de mim... Cantando, voando e tentando me bicar, devo ter corrido uns 55 metros mais ou menos, em círculos, gritando exaustivamente , até avistar o portão da casa, quando estava indo em direção ao portão, o que aconteceu?????! Meu digníssimo pai FECHOU o portão para que eu não entrasse e eu tive que correr em volta da casa inteira, com o galo filha da mãe atrás de mim até entrar no portãozinho dos fundos que Graças à Deus estava aberto.
Vou falar, foi horrível, eu chorei por umas horas... Mas aprendi... Tanto que atualmente minha vida social com o Gutierrez é bem tranqüila... Ele bem na dele e eu bem na minha... Só nos olhamos de vez em quando, mas sempre com muita cautela! E é isso... Uma das minhas histórias de infância...
Até a próxima!

17 junho 2010

Depois da tempestade, vem a calmaria

Aqui estou eu, mais uma vez...
Esses dias eu estava em casa pensando em tudo que já fiz nesses 26 anos de vida, parei para refletir na minha rede, (sabe rede de deitar e tal, que prende as pontas na madeira?!) Olhando para o céu, (o qual não enxergava por causa das árvores), pensei em como somos privilegiados de estarmos tendo a oportunidade de viver.
É, acho que estou feliz. Eu estava, há uns tempos atrás um pouco desacreditada das coisas, do tipo, se realmente elas valem a pena! Foi quando percebi que todo o minuto vale à pena... Pensa... Assim como eu e você, existem milhares de pessoas fazendo as mesmas coisas... trabalhando, comendo, curtindo, pensando, caminhando, andando, nascendo, morrendo...
Parei para pensar em como deve ser difícil para aquelas pessoas que não tem perspectiva nenhuma na vida... Que não tem planos... Que pensa que o que já tem, basta... Nossa isso chega a me dar frio na barriga. Eu, como uma boa capricorniana, adoro a liberdade, sou impulsiva, ansiosa com quase todas as mudanças, que, aliás, é o que mais gosto de fazer. Não suporto rotina, adoro fazer várias coisas ao mesmo tempo, ás vezes termino o que eu começo, mas pra ser bem sincera... É BEM ás vezes MESMO!
Estava lá, na minha linda rede vermelha, olhando para as “trocentas” árvores do terreno de casa e agradecendo por aquele momento. Estou cheia de planos, sonhos e tenho certeza que vou realizar cada um... Tudo tem seu tempo... Meu momento agora é relaxar e me organizar, pra colocar minhas idéias em prática. No meu post anterior, escrevi o quanto é difícil tomar decisões... E realmente é, mas o tempo faz coisas!
O ambiente ajuda muito também, amigos... Hoje estou querendo escrever em como estou me sentindo... E a única coisa que me vem à cabeça, é estar feliz, tenho alguns motivos para estar triste, que não vou escrever aqui... Mas os motivos que me deixam feliz são bem maiores, então melhor colocar minhas forças neles né?!
Não sei se vocês sabem, mas eu moro em uma casa muito “gostosa”, mas existe um “pequeno” detalhe, divido a mesma com 3 homens... Meus estimados amigos, Fábio, Diego e Eduardo, a-d-o-r-o os três, e estou aprendendo absurdo com eles... Como por exemplo, a dificuldade que eles (talvez homens em geral) têm em se secar DENTRO do Box... Lá em casa é um tapetinho de banheiro por dia, juro que não entendo, eles ENXARCAM tudo... Sei lá o que fazem durante o banho... Fora também a dificuldade de colocar restos de frutas, verduras e demais coisas no lixo... Eles colocam do lado, mas não no lixo...
Não vou citar nomes, mas tem um que lava roupa e tudo o que existir de tecido por perto junto na máquina, uma desgraça! Mas eu me divirto muito, dou muita, mas muita risada, acho que isso que me faz estar feliz... Rir, rir e rir, de bobagens mesmo... É bom pra caramba! Aaah tem o detalhe das refeições... Tem um, que devo citar o nome, que cozinha muitooooo bem, juro, tudo que ele faz fica delicioso... É “dom”... Meu queridíssimo Fábio... Inclusive o fato de eu estar gorda, é culpa dele... E tem o Eduardo, vulgo Grampola, só pra rir com ele... comédia pura, não cozinha, mas lava a louça e a casa como ninguém (1 vez por mês), mas faz... O Diego já é uma perdição... Ele cozinha, faz uns pratos maravilhosos também, mas em questão de organização é uma loucura... Ele até tenta, mas acho que mora um furacão naquele corpo... Só pode, enfim, meus 3 housemates são tudo de bom, um vai embora, mas nem quero falar sobre isso... Fico realmente triste, só de pensar.
Bom, agora vou ler o que escrevi e vou postar, simplesmente escrevi o que estava vindo na minha cabeça, pra quem me conhece não vai achar nada estranho... como falei acima, gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo,assim como pensar várias coisas ao mesmo tempo, não paro nunca! Mas isso é bom...
Até a próxima e tenham todos lindos dias e noites e que vocês realmente aproveitem a vida... Eu estou!

30 maio 2010

Naqueles dias

Sabe quando você precisa tomar decisões super importantes e necessárias, e que provavelmente irão mudar a sua vida, totalmente?! Então, to "naqueles dias"! Parece que tudo que acontece no teu dia-a-dia é um "sinal", cada palavra falada por alguém perto de você, cada propaganda que passa na televisão bem na horinha que tu dá aquela olhada rápida, a música que toca na rádio e na letra tem algum frase ou trecho que diz exatamente aquilo que você queria ouvir, ou não também, enfim... TUDO que acontece parece estar te nivelando para uma decisão específica... quando na verdade, não é... é realmente, seria muito mais fácil se pudessemos nos decidir conforme "sinais" supostamente enviados a nós... aah como é cruel!

Você acorda e tem uma decisão na sua cabeça, daí no período da tarde, você já tem outra, daí a noite você volta a ter aquela que tinha quando acordou... e assim vai... e você fica "naqueles dias" até você se tocar de que não tá fazendo nada a não ser ficar pensando na porra da decisãoque você acha que tem que tomar... ou na decisão que você realmente tem que tomar.

No meu caso, por exemplo, eu tenho que tomar uma decisão, mas eu simplesmente não consigo. Já parei pra pensar, já saí pra caminhar, já saí pra beber, já até conversei com algumas pessoas pra que estas, me dessem uma "luz", até rolou uma luz... mas continuo sem saber oq vou fazer...

Sou uma pessoa muito comunicativa, oq me leva a falar tudo oq que penso e quero pra todo mundo que eu encontro... sempre falo, falo, falo, sou até rouca... já nasci rouca, mas to ficando cada vez mais... mas enfim.

Este é meu primeiro post, pq estou fazendo isso?! Simplesmente pq no momento não tenho com quem conversar, então resolvi escrever... já queria ter criado um blog, faz tempo, mas sempre deixava para depois... agora estou eu aqui... pretendo escrever direto, vou colocar tudo oq penso aqui... vai que vira livro... eu penso pra caramba!

Resumindo a situação, to aí, nessa vida... querendo tomar decisões que eu nem sei se são tããão urgentes assim... mas juro que tudo que tem me acontecido eu penso que é um sinal... ontem mesmo, tava na casa de uma amiga, trocando idéia, tomando uma CATUABA e olhando o mar... derrepente me veio na cabeça um rio que eu fiz flutuação em Bonito/MS, isso já me fez lembrar de mais 1 milhão de coisas que me aconteceram lá e que talvez fossem um sinal para aquilo que estou querendo decidir agora... vê se pode... será que foi a catuaba?! Pode ser... não tinha parado pra pensar nisso...

Tá, talvez este post esteja super chato de ler, pq na verdade o assunto é chato... vou ver qq escrevo da próxima vez! Até lá...