27 julho 2010

Mudando de assunto...

Estava pensando esses dias sobre mudanças. Mudanças como: mudar de colégio, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de namorado, mudar de país, mudar o estilo de vida... Enfim mudar. E aí me deparei com o seguinte fato: Toda mudança é “tensa”, porque você nunca sabe o que vai encontrar pela frente, se vai ser melhor ou pior do que você já estava vivendo, mas daí é que vem o detalhezinho, você só vai saber se tentar.

Aquelas pessoas, penso eu, que ficam anos no mesmo lugar fazendo a mesma coisa devem ser realmente muito felizes e realizadas no que fazem ou acomodadas. É diferente quando estamos fazendo alguma coisa e de repente surge uma nova oportunidade de mudança e aí você pode optar pela melhor, de forma sensata e correta. O que não é o meu caso. Claro que uma pessoa de 50 anos não pode simplesmente jogar tudo para o alto e decidir “mudar” tudo, mas esse também não é o meu caso, pois tenho apenas 26 aninhos, bem vividos e com muita energia pra viver muito mais.

Eu sou muito a favor das mudanças, porque na verdade é melhor você tentar e não dar certo do que você não tentar e nunca saber se daria certo ou não, super clichê. Não sei por que associamos as mudanças ao fracasso... “Porque mudar o que está dando certo?!”, nem sempre está dando certo... Aparentemente sim, mas se você parar e observar bem a fundo você vai ver que poderia estar melhor, não sempre, nesse momento estou falando do meu caso.

Coragem, essa palavra define um pouco do que eu devo ter nesse momento da minha tão linda vida, e eu tenho coragem. Bem na real eu adoro desafios, e vejo que mudanças geram desafios, como estou mudando algumas coisas na minha vida, acredito que terei novos desafios e estou pronta! Super ansiosa, mas vou com os pés no chão, sem pressa de ser feliz, vou plantar e depois colher... O negócio é que devemos ser “pra frentex” como diz uma amiga minha.

Estou de mudança para um novo estado, não um lugar qualquer, bem pelo contrário, é um lugar onde nunca imaginei que eu iria. Mas aí é que entra a questão das oportunidades, penso que lá para onde vou, terei muito mais oportunidades do que aqui onde estou. Posso muito quebrar a cara e voltar pra cá mais arrependida do que nunca, mas eu duvido!! Juro, tenho mais fé em mim do que qualquer outra pessoa, eu acho... Melhor ir atrás dos meus sonhos do que deixar eles ali guardados em algum canto da minha cabeça.

Vou encerrando por aqui e quero aproveitar para dizer para aqueles que estão lendo meu post:
Batalhem pelos seus sonhos, não tenham medo de fracassar, não associem suas mudanças ao fracasso, procurem por algo novo quando não estiverem mais de acordo ou felizes da maneira que estão vivendo. O tempo passa e não volta, aproveitem, curtam o momento, viagem e aproveitem todos os momentos e oportunidades que a vida te dá. CORAGEM! E é isso aí...

18 julho 2010

A Saga do Verão

Esses dias eu estava em casa conversando com um amigo e lembrando o verão. Daí pensei: “
- Tenho boas histórias do verão para contar...
Então decidi começar por uma que me marcou mais, pois ela durou mais de 1, 2 dias... Na verdade ela durou 3... Dias estes que eram bastante caóticos para nós, tias, do “Quarto das Tchulas” da equipe de recreação do Resort em que estávamos trabalhando.
Bom, para quem não sabe no verão de 2009/2010 eu trabalhei em uma equipe de recreação de um lindo e maravilhoso Resort no Sul do Brasil. Verão este bastante movimentado, por esse motivo a equipe de recreacionistas era relativamente grande, cerca de 15 monitores, trabalhando 24 horas juntos, quando não estávamos no hotel, estávamos no alojamento.

Tínhamos como chefe um ex- tio de recreação, ou seja, o cara já tinha trabalhado como tio, ou seja, sabia de todas as falcatruas e maneiras de tentar “dar o migué” (como eles falavam) nas atividades, na verdade ele achava que sabia de todas as maneiras, mas na verdade ainda existiam alguns tios bem espertos que conseguiam fazer de conta que trabalhavam.

Eu sempre era julgada por não fazer nada, só porque eu acompanhava o grupo de “juvena” que é aquela galera de 15/16 anos que não quer fazer nada... não era minha culpa, eu na verdade tentava armar umas brincadeiras, mas a galera preferia ficar de boa, trocando idéia, então eu não insistia muito e ficava com eles, o tempo todo. E também tem um detalhe, todas as faixas etárias tinham no mínimo 3 tios, eu era a única sozinha, então não fazia muito esforço, mesmo, para causar.

Bom, a equipe entrava de manhã e saía à noite, por volta das 23 horas, mais ou menos, nosso chefe, além de muito irônico, cruel e VINGATIVO fazia reuniões todas as noites, para saber como tinha sido o dia de cada um de seus monitores. Depois de alguns “fumos” (nome dado a bronca que levávamos) alguns iam dormir, outros beber e assim por diante. As reuniões eram ótimas, sempre tinha um que levava mais “fumo” principalmente a Tia Jabuticaba, que era perseguida pelo grande grupo, por ser uma ótima tia e mandar melhor ou tão bem quanto os tios.

Normalmente ela saía chorandinho das reuniões, mas tudo também era muita brincadeira, zoação mesmo. Era ótimo. Até começarem as brincadeirinhas, sem graça e de certo abuso de poder, pode-se dizer assim...

Bom, depois de existir o maníaco do espelho, surgiu um “espírito” que colocava coisas no quarto das tias enquanto elas estavam ferozmente e arduamente trabalhando... Tudo começou assim:
Em uma noite, eu cheguei no alojamento por volta de 1 hora da manhã, pois como “não fazia nada” com os juvena era a única que ficava até a madrugada no hotel, whatever... Quando estava me aproximando de meu quarto encontrei uma certa muvuca. Tinha umas 5 pessoas lá dentro, a tia jabuticaba xingando a galera, indignada! Foi quando perguntei:
- O que está acontecendo??
- O Psico (apelido de um tio) pegou o nosso ventilador e DEU para o Diego (chefe) porque o dele estragou!!!!

Olha, na hora eu ri, porque achei que era brincadeira... Mas nãããão, era a mais pura realidade... O falcatrua do tio (que era o espião do chefe na época, dedo duro, X9 e o escambal) tinha realmente pegado o nosso ventilador e o pior, dado o do Diego para nós, quebrado e fazendo um barulho do inferno, achando que íamos nos dar por satisfeitas.

Depois de certa discussão do assunto, um negando uma coisa o outro afirmando outra eu fui no quarto do chefe, que estava DESCARADAMENTE lendo um livro com o ventilador super ventilando aquele corpo cansado. Quando eu vi, eu falei:

- Quero meu ventilador!
- Que ventilador??! (Ironia filha da mãe)
- O nosso ventilador, este aqui (peguei o ventilador na mão) que o Psico te trouxe.
- Pode pegar...
Quando eu peguei o ventilador na mão, ele disse:
- Só não esqueça: - COISAS ACONTECEM! (olhando malignamente para os meus olhos)

Daí como uma pessoa coerente que sou, decidi deixar o ventilador no quarto e tentar arrumar o outro. Como eu não consegui, pensei comigo mesma...
- Ahh, o máximo vai ser fazer mais atividades ou levar uns fumos a mais...

Fui lá e peguei o ventilador, coloquei no nosso quarto e dormimos como anjos.

No outro dia, fomos trabalhar... Na hora do almoço a Tia Jabuticaba resolveu tomar um banho, quando abrimos a porta do nosso lindo e arrumado quarto, havia uma FLORESTA lá dentro, galhos, folhas secas, TERRA, formigas e tudo que vocês possam imaginar jogado por todo o quarto. Na hora fui no quarto do espião e enchi ele de coisa, ele muito irônico disse:
- Eu estava trabalhando até agora, não fiz isso...

Foi quando me lembrei da ameaça do chefe, e daí sim tive a certeza de que tinha sido ele... Depois de algumas discussões e bate-boca arrumamos tudo e almoçamos, no final da tarde a mesma coisa, abrimos a porta do quarto e tinha lixo, latinha de cerveja e um monte de tralha jogada no meio do quarto. Isso durou um tempo. Ahh e levaram nosso ventilador embora. O pior é que eles eram tão irônicos que a gente até tinha dúvidas se tinham sido eles mesmo ou não, mas hoje eu tenho certeza que sim, foram eles.

Nós até pensamos em armar contra eles, mas achamos melhor ficar de boa... Uma vez só, a tia Jabuticaba, muito indignada, colocou uns pequenos galhinhos na cama do espião, só pra ele ficar ligado, foi quando nossa janela apareceu arrombada, o frigobar com pedaços de árvore e os colchões jogados, foi quando decidimos não medir força, e partimos para a parte em que éramos melhor, intelectualmente.

O que os “grandes mestres da recreação” não sabiam é que nós, tias, tínhamos contatos no hotel, ficamos apenas uma noite sem ventilador, porque depois estávamos nada mais nada menos que com uma turbina de avião dentro do nosso quarto, e eles ainda tentaram roubar, eu fui até agredida fisicamente e tive uma parte do braço “rasgada” pelo ventilador em uma das tentativas de furto do mesmo, uma tia levou uma fitada na cabeça, o negócio era bruto mesmo. Mas depois de um tempo conseguimos um ventilador que era coladíssimo na parede, ou seja, não podiam roubar!!! E ele ainda era super potente e silencioso.

Passamos o verão tendo algumas surpresas, hoje tudo o que sei quanto ao fato de ser irônica aprendi com meus digníssimos colegas, em especial, meu chefe. Além de abusar do seu poder de chefe para conseguir as coisas era também irônico em tudo o que fazia, às vezes até nos “fumos”. Mas minhas recordações são ótimas, conheci pessoas que eu nunca mais vou esquecer e aprendi coisas que também não irei esquecer, e vi coisas que também não irei esquecer, mas não irei entrar em maiores detalhes quanto a isso...

14 julho 2010

Mariscal

Em um lindo dia de sol, decidimos ir passar uns dias em Mariscal, praia vizinha de onde moramos. Meus dois estimados housemates (Fábio e Diego) e eu saímos no final da tarde para relaxar e passar uns dias diferentes em um lugar diferente fazendo coisas diferentes.

Chegando lá a primeira coisa que fizemos foi ir para a praia, meus estimados housemates não a conheciam ainda, e como um é de Bauru/SP e o outro de Cornélio Procópio/PR, olhar aquela imensidão de água era algo super interessante e diferente para eles, tanto que ficaram absurdamente empolgados, pulando e sorrindo à toa.

Ah, não posso esquecer que levamos nosso queridíssimo cachorro Joey, este também estava bastante feliz, pois era a primeira vez que colocava suas delicadas e pequeninas patinhas na areia da praia, concordo que isso não é muito conveniente, levar cachorro para a praia, mas ele é vacinado, não tem doença e não fez nenhuma de suas necessidades fisiológicas na praia, pelo menos não, até dado momento.

Quando voltamos para casa ficamos um tempo conversando e dando risada, tomamos vinho, catuaba, cerveja e água, é claro. Bom, a noite foi bem tranqüila, não consigo lembrar exatamente o que jantamos, minha memória é um pouco equivocada, às vezes esqueço pequenas coisas, mas enfim, devia ser algo parecido com sanduíches. A primeira noite dormimos tranquilamente para assim, poder aproveitar o outro dia.

Pela manhã, nosso querido chefe precisou ir trabalhar, como chefe deve zelar e manter a organização do setor no qual trabalhamos, tínhamos deixado, infelizmente, outra pessoa (Grampola) trabalhando também, este que fez muita falta, pois teríamos dado 3x mais risadas se ele estivesse junto, mas enfim. Ficamos Fábio e eu em Mariscal para aproveitar o dia.

Depois de tomar um excelente café da manhã resolvemos ir caminhar, encontramos muitas coisas na praia, dentre elas três tartarugas e uma capivara, infelizmente elas não estavam vivas, sim, elas estavam super se decompondo na areia da praia. Passeamos, andamos, andamos, encontramos um enorme trapiche e depois fomos ao mercado comprar nosso jantar, pois nosso querido chefe iria retornar ao lar para dormir. Decidimos fazer tainha recheada.

Entramos na casa de um pescador que dizia ter tainha e deixamos uma separada para pegar mais tarde, mas isso não aconteceu, acabamos comprando uma enorme e suculenta tainha no mercado, com ova e tudo. Estávamos voltando com as compras do mercado que estavam um pouco pesadas, quando passou três simpáticas senhoras em uma carroça sendo puxada por um lindinho cavalo, foi quando pedimos uma caroninha e é claro que o pedido não nos foi negado, pois somos pessoas bastante simpáticas. Foi muito divertido andar na carroça em uma rua de chão com milhares de buracos... Até trocamos uma breve idéia com as “tias” que estavam bem felizes em nos ajudar. Aquela conversa pausada, por causa dos buracos:
- A aai que bo o o a a a ess a a a caro o na...

Chegando em casa, pegamos Joey e nos dirigimos a praia, logo em seguida nosso chefe chegou e ficamos lá brincando e se divertindo na areia, olhando para o mar e conversando, coisa que fazemos muito. Fizemos de jantar a deliciosa tainha, estava magnífica, os meninos davam piruetas no ar de tão boa que estava. Depois jogamos cartas, bebemos e fomos dormir tudo muito diferente e divertido. (?)

No outro dia, acabei ficando sozinha pois os outros dois foram trabalhar, foi bom, caminhei, andei na praia, caminhei uns 50 quilômetros para encontrar um esmalte, comprei, fui pra casa, fiz as unhas, dormi. Fui acordada com a chegada de mais dois amigos que adoro (Tiago e Amanda) e o Fábio. Jogamos “personalidades” bebemos um vinho, demos umas risadas e dormimos. No outro dia os três funcionários padrão foram trabalhar e eu fiquei mais uma vez, sozinha. Trabalhava apenas a tarde.

Passei uma manhã inteira pensando na vida e curtindo o sol, que estava um espetáculo! Peguei um ônibus perto do meio dia, conheci TODAS as ruelas que existem no trajeto de Mariscal à Meia Praia, fiquei 75 horas dentro do ônibus, mas foi tranqüilo, pois tinha passado esses dias com pessoas que eu adoro em um lugar que eu adoro! Perfeito!

04 julho 2010

Lembranças de uma linda infância

Hoje vou escrever sobre duas histórias lindas, divertidas e marcantes na minha vida, uma BEM marcante inclusive, em formato de abacaxi. Explicarei mais detalhadamente abaixo.

Em um lindo verão, a mais ou menos 23 anos atrás (segundo o meu Tio Bidico) estávamos novamente toda a família passando as férias na Praia de Perequê, esta que era a praia em que veraneávamos todo o bendito verão. Ás vezes íamos também para Mariscal, mas esses detalhes de datas e praias eu não recordo porque era apenas uma linda e gorda criança. Não, brincadeirinha, eu era linda, mas não era gorda, pelo contrário... Meus pais me alimentavam através de soro (vitaminas e sei lá mais o que) para que me tornasse uma criança forte e esbelta. Coisa que só aconteceu anos depois...

Enfim, vou começar com a história de verão na Praia de Perequê. Estávamos lá, toda a família, se não me engano umas 19 pessoas, na época, curtindo calorosamente o verão. Devia estar rolando churrasco toda hora e caipirinha feita pelo meu Avô Nelson toda hora também, a cerveja gelada, a mulherada pegando sol, os homens fofocando, ops, conversando... Aquele negócio todo que é o verão.

Nós, crianças provavelmente estávamos à maior parte do tempo brincando na praia, segundo Uriel Viecili, era uma casa preta de frente para o mar, e de acordo com Rúbio Viecili temos imagens deste dia. Bom, como ficávamos a maior parte do tempo na areia, comendo e brincando na mesma, a hora do banho se tornava um momento muito desagradável, para mim. Porque, eu sinceramente não sei hoje uma das coisas que mais gosto é tomar banho, mas naquela época eu não gostava. Como não gostava de muitas outras coisas, como por exemplo, comer, ficar em casa, viajar (eu sempre enjoava e passava super mal), pegar tatuíra (porque meus primos sempre colocavam uma dentro do meu biquíni), coisas deste gênero.

Bom, estávamos lá, já suados e cheios de areia até no supercílio quando provavelmente um pai gritou:
- HORA DO BANHO!!!
Eu na verdade não me lembro, mas devia ser algo parecido com isso... E daí o que aconteceu?! Eu não fui tomar banho, simplesmente ignorei o pedido feito pelo suposto pai/mãe e fiquei lá como se nada estivesse acontecendo. Quando, de repente, do nada (como o galo da história anterior) meu pai, calmo e sereno, me pegou pelos tornozelos e me enfiou no chuveiro DE CABEÇA PARA BAIXO!!! Deve ter entrado água pelo meu nariz até não poder mais, devo ter engasgado e chorado como uma louca, ou não, porque também posso ter achado aquilo um máximo, na verdade não lembro, apenas recordo desta situação calamitosa de forma meio que, pode-se dizer “engraçada”. Vou até me informar a respeito.

Tá, essa passou, virei A atração do fim de tarde da praia, mas tudo bem, isso é freqüente em minha tão suada vida.

Agora vou contar uma história que foi muito triste, cruel e dolorida para mim.

Em um lindo dia de sol, na cidade de São Gabriel do Oeste-MS, estavam brincando todas as crianças do bairro na rua. Tínhamos como líder uma menina chamada Maiara, ela era a maior e mais forte do grupo e curiosamente era a minha irmã mais velha, aquela que SUPOSTAMENTE deveria cuidar da minha saúde física e prezar pela minha segurança, coisa que simplesmente não aconteceu, acho que nunca acontecia, na verdade. Só depois que cresci ela se tornou mais protetora.

Tá, continuando... Todas as crianças felizes, sujas e loucas por diversão e adrenalina estavam soltas na rua, quando a grande líder deu à linda e inteligente idéia de irmos roubar uns abacaxis que tinham no terreno em frente à casa de uma das crianças (Fabi), o detalhe é que quem cuidava deste terreno era um homem que tinha problemas, não sei se mentais ou o que, mas ele tinha problemas, ele vivia tocando gaita (de trás pra frente), falando sozinho e brigando com a gente.

Naquele momento, em que invadimos o terreno não vimos sinais da presença dele, Zé, este era o nome dele eu acho, e ficamos lá todos espalhados por toda a imensidão de pequenos abacaxis. A líder Maiara ensinou como devíamos quebrar o abacaxi do pé, tinha que “jogar areia no abacaxi e ele saía...” não sei por que, mas nós só conseguíamos pegar o abacaxi se fizéssemos isso... engraçado né?! Whatever!

Que eu me lembre ficamos um tempinho lá tirando os abacaxis dos pés e daí deixava de lado, por que não tinha o que fazer com eles, isso era óbvio, mas a líder mandava e nós fazíamos! Daí estava lá, eu, toda pequena, magrinha e fraquinha me matando pra arrancar um abacaxizinho, quando, de repente, do nada (como o galo e o meu pai das histórias anteriores a esta) o Zé surgiu!!! Todo ensaboado e com uma sunga roxa lazarenta de feia gritando xingando a gente de tudo que se possa imaginar, o que aconteceu??????! TODAS as crianças pegaram suas respectivas bicicletas, (esqueci deste detalhe, nós andávamos de bicicleta pra cima e pra baixo) e saíram que nem loucas correndo e pedalando para todos os lados.

Neste dado momento, eu estava recém olhando para a cara dele de forma APAVORADA, saí correndo, me esforcei pra levantar minha pequenina bicicleta, coloquei um pé no pedal e quando sentei no banco, SIMPLESMENTE senti a maior dor da minha vida, levei uma abacaxizada bem no meio da minha pequena e magrinha coluninha, fui no embalo da porrada até a esquina da rua, chorando tentando pedalar o pedal que girava super mega rápido, fiquei desesperada procurando pela minha linda Irma mais velha, que supostamente, como líder e irmã mais velha deveria estar me protegendo, mas nããããão, onde ela estava????! Estava simplesmente dentro da casa da Fabi, protegida e olhando tudo pela janela!!!!!! É, devo ter chorado por uns 3 dias, foi um trauma, até hoje pego um abacaxi na mão e sinto uma fisgada na coluna, foi muito ruim esta experiência, mas passou também, como muitas outras já passaram.

Bom, termino aqui mais um post. Não estão muito detalhadas as histórias porque realmente me lembro apenas de flashes, mas já basta!!