Quando eu me imaginava morando em uma cidade sem mar, sem espaço para pegar um sol na areia, cheio de prédio e um trânsito infernal, eu entrava em desespero! Mas como sempre, tiramos conclusões das coisas sem antes saber como elas realmente são.
No dia que decidi sair do paraíso e me meter na “cidade grande” até pensei que poderia me arrepender, sinto saudades, mas nada que me tire o sono. Bem pelo contrário. Essa vida corrida até que é bem interessante. Eu sempre fui bastante ativa, já fui hiperativa, diga-se de passagem, mas hoje sou mais tranqüila. Pode até ser que qualquer hora eu não agüente mais essa correria toda, mas eu duvido.
Como no meu post anterior, estava dizendo como é difícil a vida aqui no Brasil, difícil em vários aspectos. Esqueci de dizer que tem muita coisa boa aqui também. Mas isso todos sabemos. Hoje acordo todos os dias bem cedinho e as ruas já estão cheias, as pessoas já estão acordadas, muitas à muito tempo inclusive, os bares já estão abertos, restaurantes já estão começando a se organizar para receber seus tão cativos clientes e os carros, nossa são tantos!
É claro, que a pessoa que vos escreve não poderia deixar de “se perder” na cidade grande. Na verdade não me perdi, mas peguei ônibus errado e parei longe, mas muito longe do meu destino. Mas foi interessante porque agora já sei para onde não devo ir. E seria muito estranho se isso não acontecesse comigo. Quem me conhece sabe do que eu estou falando. Já me perdi em uma cidade chamada “Treze de Maio”, um cubículo de cidade na época, mas ok.
Bom, tenho que ir agora porque hoje irei conhecer a nightlife da cidade. Até a próxima!
11 setembro 2010
31 agosto 2010
Searching
O meu país é maravilhoso, cheio de atrativos naturais, é lindo, grande, cheio de gente que gosta de música, gente que é feliz, é o melhor do mundo no futebol, tem um litoral de dar inveja em outros países, tem o clima tropical, tem cidades grandes e bem planejadas, cidades pequeninas, gastronomia deliciosa, gente bonita, pessoas inteligentes e engraçadas. Enfim é o meu lugar.
Pois é, ele é o meu lugar porque sou nascida e orgulhosamente brasileira, mas orgulhosa por poucos motivos atualmente. É uma pena que uma pessoa tenha tanta dificuldade de ser reconhecida e de ter uma oportunidade para “entrar” no mercado de trabalho, assim como é uma pena saber que tem crianças que morrem de fome, não tem educação e sequer sabem o que é isso, é uma pena saber que tem gente milionária e com quatro casas espalhadas no país para passar as férias e gente sem ter onde morar. É uma pena, mas é fato.
O bom é que tenho a oportunidade de ir para outros lugares, para outro país, onde tenho mais chances de ter qualidade de vida do que no meu próprio país, falo isso com propriedade pois já morei fora um ano. E nesse período eu percebi o que é viver no 1° Mundo. Senti uma saudade imensa do meu Brasil, mas não de viver aqui e sim da minha família e das praias e lugares maravilhosos que temos aqui. Foi quando eu percebi que seria interessante viver num outro país e vir para o Brasil só a passeio.
Quando eu escolhi fazer uma faculdade aqui eu pensei que saindo dela, no mínimo, eu teria oportunidade de trabalho e de ser remunerado de acordo com tudo o que aprendi e almejei fazer durante cinco anos de curso. Óbvio que não esperava isso já no início sei que temos todo um processo até começarmos a ter sucesso na carreira. É nesse momento que vem a frustração. Na minha área o Brasil tá cheio de vagas e oportunidades de emprego, só tem o detalhe que para você conseguir ter qualidade de vida com o que se ganha é coisa para sete a doze anos, e se tiver. Durante esse período você deve “competir” com outras pessoas para que elas não tenham e não se sobressaiam mais que você, para não pegar o seu lugar e consequentemente você ficar mais um tempo de molho.
É importante estar sempre melhorando, procurando mais informações, fazer novos cursos, se especializar. Eu gostaria muito e vou fazer isso ainda. Mas o triste é que posso contar em UMA mão, colegas de faculdade meus que estão hoje felizes e satisfeitos com a nossa profissão. Sem generalizar, é claro que tem gente se dando muito bem, e porque merecem, com certeza.
Eu estou vendo isso dessa maneira agora, porque neste momento estou procurando um lugar para me “enraizar” e começar a minha vida. Foi quando senti toda essa dificuldade, eu tinha um ótimo emprego e era na minha área, mas eu queria mais porque eu sei que eu posso mais, foi quando escolhi sair de um lugar pequeno e ir para um, onde supostamente, as coisas seriam diferentes, mas não são não. Estou ainda há pouco tempo aqui para tirar minhas conclusões, na verdade elas serão efetivas daqui mais ou menos, duas semanas. Aí eu poderei dizer se estou certa disso ou não. Mas como conhecemos gente em todos os lugares que passamos, estas falam das coisas que já passaram e já viveram, te fazem enxergar com olhos de quem sempre viveu ali e é nessa que você tira algumas conclusões, umas boas outras nem tanto.
Voltando ao lance de viver no exterior, isso se dá por todos esses fatos relatados acima, é o fato de procurar qualidade de vida. É você trabalhar muito, mas se quiser sair do trabalho e ir para um bom restaurante, não deixar metade do seu salário lá. Poder ir viajar num final de semana, comprar roupas, ir a shows, teatros e junto com todo esse lazer poder pagar as contas do mês. É o que eu procuro, talvez seja o que muitas pessoas da minha idade procuram, tanto que tenho muitos, mas muitos amigos fora do Brasil e felizes. É uma pena, mas é isso aí...
E mesmo com tudo isso, somos pessoas felizes! Eu sou feliz, imensamente feliz, mas não completamente ainda... mas algo me diz que logo logo serei! Yeah!
Pois é, ele é o meu lugar porque sou nascida e orgulhosamente brasileira, mas orgulhosa por poucos motivos atualmente. É uma pena que uma pessoa tenha tanta dificuldade de ser reconhecida e de ter uma oportunidade para “entrar” no mercado de trabalho, assim como é uma pena saber que tem crianças que morrem de fome, não tem educação e sequer sabem o que é isso, é uma pena saber que tem gente milionária e com quatro casas espalhadas no país para passar as férias e gente sem ter onde morar. É uma pena, mas é fato.
O bom é que tenho a oportunidade de ir para outros lugares, para outro país, onde tenho mais chances de ter qualidade de vida do que no meu próprio país, falo isso com propriedade pois já morei fora um ano. E nesse período eu percebi o que é viver no 1° Mundo. Senti uma saudade imensa do meu Brasil, mas não de viver aqui e sim da minha família e das praias e lugares maravilhosos que temos aqui. Foi quando eu percebi que seria interessante viver num outro país e vir para o Brasil só a passeio.
Quando eu escolhi fazer uma faculdade aqui eu pensei que saindo dela, no mínimo, eu teria oportunidade de trabalho e de ser remunerado de acordo com tudo o que aprendi e almejei fazer durante cinco anos de curso. Óbvio que não esperava isso já no início sei que temos todo um processo até começarmos a ter sucesso na carreira. É nesse momento que vem a frustração. Na minha área o Brasil tá cheio de vagas e oportunidades de emprego, só tem o detalhe que para você conseguir ter qualidade de vida com o que se ganha é coisa para sete a doze anos, e se tiver. Durante esse período você deve “competir” com outras pessoas para que elas não tenham e não se sobressaiam mais que você, para não pegar o seu lugar e consequentemente você ficar mais um tempo de molho.
É importante estar sempre melhorando, procurando mais informações, fazer novos cursos, se especializar. Eu gostaria muito e vou fazer isso ainda. Mas o triste é que posso contar em UMA mão, colegas de faculdade meus que estão hoje felizes e satisfeitos com a nossa profissão. Sem generalizar, é claro que tem gente se dando muito bem, e porque merecem, com certeza.
Eu estou vendo isso dessa maneira agora, porque neste momento estou procurando um lugar para me “enraizar” e começar a minha vida. Foi quando senti toda essa dificuldade, eu tinha um ótimo emprego e era na minha área, mas eu queria mais porque eu sei que eu posso mais, foi quando escolhi sair de um lugar pequeno e ir para um, onde supostamente, as coisas seriam diferentes, mas não são não. Estou ainda há pouco tempo aqui para tirar minhas conclusões, na verdade elas serão efetivas daqui mais ou menos, duas semanas. Aí eu poderei dizer se estou certa disso ou não. Mas como conhecemos gente em todos os lugares que passamos, estas falam das coisas que já passaram e já viveram, te fazem enxergar com olhos de quem sempre viveu ali e é nessa que você tira algumas conclusões, umas boas outras nem tanto.
Voltando ao lance de viver no exterior, isso se dá por todos esses fatos relatados acima, é o fato de procurar qualidade de vida. É você trabalhar muito, mas se quiser sair do trabalho e ir para um bom restaurante, não deixar metade do seu salário lá. Poder ir viajar num final de semana, comprar roupas, ir a shows, teatros e junto com todo esse lazer poder pagar as contas do mês. É o que eu procuro, talvez seja o que muitas pessoas da minha idade procuram, tanto que tenho muitos, mas muitos amigos fora do Brasil e felizes. É uma pena, mas é isso aí...
E mesmo com tudo isso, somos pessoas felizes! Eu sou feliz, imensamente feliz, mas não completamente ainda... mas algo me diz que logo logo serei! Yeah!
17 agosto 2010
"O" Esporte Brasileiro
Bom, vou falar de uma coisa na qual não tenho uma super opinião formada... Na verdade eu tenho tantas dúvidas que por esse motivo não consigo ter opinião a respeito. Mas vamos lá, vamos falar de f u t e b o l.
O que é o futebol?! É um esporte super legal e descontraído onde os amigos se encontram e juntamente com um churrasco e cerveja se divertem correndo atrás de uma bola. Seria lindo se fosse assim. Óbvio que tem o futebol de amigos e o futebol profissional. Eu prefiro o futebol de amigos, pois assim posso participar do churrasco.
Descrevendo um dia de futebol “entre amigos”. Um lindo dia de sol estava com vários amigos, colegas de faculdade e demais pessoas reunidas em um lugar onde também havia um campo de futebol, maldito campo de futebol. Depois de muita cerveja os homens resolveram mostrar seus dotes futebolísticos uns para os outros, (porque eles jogam entre amigos pra depois ficar jogando na cara um do outro o drible que deu no outro, o gol que foi o mais lindo, a rasteira e toda essa ladainha), enfim, com uma discussão de 23 minutos dividiram os times e em 5 minutos de jogo virou uma pancadaria, eu sabia que isso ia acontecer, até tinha avisado, mas não me escutaram... Depois de muita discussão tudo ficou bem, voltaram a beber e comer.
Esses dias comentei com minha irmã que queria escrever sobre futebol... e ela disse:
- Você tem certeza?!
Mas estou escrevendo porque é um esporte que me incomoda um pouco, se tem futebol na televisão você não pode fazer mais nada, nem andar dentro de casa porque você pode tirar a atenção da pessoa que está assistindo, falar então?! Proibido! Quer ver tirar dúvidas, isso é pedir para morrer... E todos os homens (que gostam de futebol) são assim.
Acho engraçadíssimo quando eles ficam bravos e indignados com os times pelos quais são torcedores, os jogadores não tão nem aí... E eles choram, esperneiam e alguns até apanham pelo tão amado e estimado time, já os digníssimos jogadores, mesmo perdendo, vão pra balada, restaurante ou whatever, não tão e não são tão preocupados quanto os torcedores. Mas isso deve fazer parte da masculinidade futebolística, gritar e brigar... Vai entender?!
Enfim, amanhã tem um super jogo, a cidade já está em polvorosa e os homens (que gostam de futebol), nem se fala, tão dando piruetas no ar... Amanhã por 90 minutos eles não existirão, e eu aposto que o time que perder, porque um sempre perde, vai deixar muita gente triste, desesperada, mal-humorada, de cara com a vida, de mau humor por uma semana, enquanto isso, os jogadores vão para casa dormir, super tristes e incomodados por decepcionar a tão amada torcida. Tá bom...
O que é o futebol?! É um esporte super legal e descontraído onde os amigos se encontram e juntamente com um churrasco e cerveja se divertem correndo atrás de uma bola. Seria lindo se fosse assim. Óbvio que tem o futebol de amigos e o futebol profissional. Eu prefiro o futebol de amigos, pois assim posso participar do churrasco.
Descrevendo um dia de futebol “entre amigos”. Um lindo dia de sol estava com vários amigos, colegas de faculdade e demais pessoas reunidas em um lugar onde também havia um campo de futebol, maldito campo de futebol. Depois de muita cerveja os homens resolveram mostrar seus dotes futebolísticos uns para os outros, (porque eles jogam entre amigos pra depois ficar jogando na cara um do outro o drible que deu no outro, o gol que foi o mais lindo, a rasteira e toda essa ladainha), enfim, com uma discussão de 23 minutos dividiram os times e em 5 minutos de jogo virou uma pancadaria, eu sabia que isso ia acontecer, até tinha avisado, mas não me escutaram... Depois de muita discussão tudo ficou bem, voltaram a beber e comer.
Esses dias comentei com minha irmã que queria escrever sobre futebol... e ela disse:
- Você tem certeza?!
Mas estou escrevendo porque é um esporte que me incomoda um pouco, se tem futebol na televisão você não pode fazer mais nada, nem andar dentro de casa porque você pode tirar a atenção da pessoa que está assistindo, falar então?! Proibido! Quer ver tirar dúvidas, isso é pedir para morrer... E todos os homens (que gostam de futebol) são assim.
Acho engraçadíssimo quando eles ficam bravos e indignados com os times pelos quais são torcedores, os jogadores não tão nem aí... E eles choram, esperneiam e alguns até apanham pelo tão amado e estimado time, já os digníssimos jogadores, mesmo perdendo, vão pra balada, restaurante ou whatever, não tão e não são tão preocupados quanto os torcedores. Mas isso deve fazer parte da masculinidade futebolística, gritar e brigar... Vai entender?!
Enfim, amanhã tem um super jogo, a cidade já está em polvorosa e os homens (que gostam de futebol), nem se fala, tão dando piruetas no ar... Amanhã por 90 minutos eles não existirão, e eu aposto que o time que perder, porque um sempre perde, vai deixar muita gente triste, desesperada, mal-humorada, de cara com a vida, de mau humor por uma semana, enquanto isso, os jogadores vão para casa dormir, super tristes e incomodados por decepcionar a tão amada torcida. Tá bom...
08 agosto 2010
Viagem
Estava esses dias na casa de uma super amiga conversando sobre viagens. Ela estava me mostrando as fotos da época em que ela morava no México. Obviamente já comecei a pensar a respeito de ir para o México um dia, coisa que anteriormente não tinha em mente, mas depois de ver os lugares maravilhosos que tem lá e ela me contar como é bom viver lá eu pensei nessa hipótese, mas mais para frente, é claro. Mas foi dessa conversa que surgiu a idéia do meu próximo post, este que você está lendo agora com o assunto principal: VIAJAR!
Eu, como já disse anteriormente sou apaixonada por viagem. Todas de todos os tipos, aquelas super planejadas, aquelas não tão planejadas e aquelas que acontecem do nada, quando percebe você já está viajando para algum lugar, que seja perto ou não o legal é viajar. O fato de você sair de um lugar onde você segue uma certa “rotina” e mudar ela completamente, já é uma delícia, fora o detalhe de conhecer gente nova e lugares novos, o que é super interessante.
Hoje em dia as pessoas viajam bem mais, em termos de quantidade de pessoas viajando eu me refiro. Na época dos nossos pais e avós rolava umas viagens, mas o número de pessoas que viajavam era bem menor que hoje, talvez pela facilidade que se tem hoje de ir e vir. Hoje viajar para outro país é muito mais comum que antigamente, até porque muitos hoje em dia viajam para morar em outro país enquanto antigamente era mais turismo. Penso.
Eu que já morei em outro país posso dizer com propriedade, a coisa mais interessante e que mais agregou conhecimento na minha vida foram às viagens que eu fiz enquanto estava fora. Conheci países diferentes, e o mais legal, uma galera diferente. Gente de todo o mundo fazendo a mesma coisa. É uma troca de idéia irada porque você está num lugar novo e com pessoas que você nunca viu na vida, mas depois de certo tempo juntos você já está dando muito risada, contando e ouvindo histórias. Eu adoro isso!
O lance da viagem não é só o fato de “sair da rotina” acho que é mais o fato de conhecer pessoas. É só você parar para pensar quantas pessoas interessantes, divertidas e que se tornaram amigas em todas as viagens que você já fez?! Várias. Normalmente. Eu mantenho contato com pessoas que conheci dentro de um trem, indo de um país para o outro. Nada como a internet, claro. Voltando ao negócio viagem, tem o fato da cultura e gastronomia, que também é muito interessante.
Foi o que disse para essa minha amiga, se você for pensar em todos os lugares do mundo, todos mesmo, desde pequenas cidadezinhas a grandes países, sempre vai existir uma coisa interessante, ou você vai adorar ou odiar a comida, ou vai fazer um grande amigo(a), ou vai conhecer um lugar lindo... Certo que alguma coisa vai te chamar atenção. Sou super a favor da viagem, se eu pudesse viajaria o tempo todo, se eu pudesse já teria conhecido metade do meu país, mas isso é uma questão de tempo... Ainda vou viajar muito na minha vida, inclusive daqui uns dias to indo para outro lugar, novo e cheio de gente nova e desconhecida, restaurantes novos e lugares diferentes, não vejo a hora. E daqui uns anos, quem sabe, um outro país?! Maravilha!!! Enjoy!
Eu, como já disse anteriormente sou apaixonada por viagem. Todas de todos os tipos, aquelas super planejadas, aquelas não tão planejadas e aquelas que acontecem do nada, quando percebe você já está viajando para algum lugar, que seja perto ou não o legal é viajar. O fato de você sair de um lugar onde você segue uma certa “rotina” e mudar ela completamente, já é uma delícia, fora o detalhe de conhecer gente nova e lugares novos, o que é super interessante.
Hoje em dia as pessoas viajam bem mais, em termos de quantidade de pessoas viajando eu me refiro. Na época dos nossos pais e avós rolava umas viagens, mas o número de pessoas que viajavam era bem menor que hoje, talvez pela facilidade que se tem hoje de ir e vir. Hoje viajar para outro país é muito mais comum que antigamente, até porque muitos hoje em dia viajam para morar em outro país enquanto antigamente era mais turismo. Penso.
Eu que já morei em outro país posso dizer com propriedade, a coisa mais interessante e que mais agregou conhecimento na minha vida foram às viagens que eu fiz enquanto estava fora. Conheci países diferentes, e o mais legal, uma galera diferente. Gente de todo o mundo fazendo a mesma coisa. É uma troca de idéia irada porque você está num lugar novo e com pessoas que você nunca viu na vida, mas depois de certo tempo juntos você já está dando muito risada, contando e ouvindo histórias. Eu adoro isso!
O lance da viagem não é só o fato de “sair da rotina” acho que é mais o fato de conhecer pessoas. É só você parar para pensar quantas pessoas interessantes, divertidas e que se tornaram amigas em todas as viagens que você já fez?! Várias. Normalmente. Eu mantenho contato com pessoas que conheci dentro de um trem, indo de um país para o outro. Nada como a internet, claro. Voltando ao negócio viagem, tem o fato da cultura e gastronomia, que também é muito interessante.
Foi o que disse para essa minha amiga, se você for pensar em todos os lugares do mundo, todos mesmo, desde pequenas cidadezinhas a grandes países, sempre vai existir uma coisa interessante, ou você vai adorar ou odiar a comida, ou vai fazer um grande amigo(a), ou vai conhecer um lugar lindo... Certo que alguma coisa vai te chamar atenção. Sou super a favor da viagem, se eu pudesse viajaria o tempo todo, se eu pudesse já teria conhecido metade do meu país, mas isso é uma questão de tempo... Ainda vou viajar muito na minha vida, inclusive daqui uns dias to indo para outro lugar, novo e cheio de gente nova e desconhecida, restaurantes novos e lugares diferentes, não vejo a hora. E daqui uns anos, quem sabe, um outro país?! Maravilha!!! Enjoy!
27 julho 2010
Mudando de assunto...
Estava pensando esses dias sobre mudanças. Mudanças como: mudar de colégio, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de namorado, mudar de país, mudar o estilo de vida... Enfim mudar. E aí me deparei com o seguinte fato: Toda mudança é “tensa”, porque você nunca sabe o que vai encontrar pela frente, se vai ser melhor ou pior do que você já estava vivendo, mas daí é que vem o detalhezinho, você só vai saber se tentar.
Aquelas pessoas, penso eu, que ficam anos no mesmo lugar fazendo a mesma coisa devem ser realmente muito felizes e realizadas no que fazem ou acomodadas. É diferente quando estamos fazendo alguma coisa e de repente surge uma nova oportunidade de mudança e aí você pode optar pela melhor, de forma sensata e correta. O que não é o meu caso. Claro que uma pessoa de 50 anos não pode simplesmente jogar tudo para o alto e decidir “mudar” tudo, mas esse também não é o meu caso, pois tenho apenas 26 aninhos, bem vividos e com muita energia pra viver muito mais.
Eu sou muito a favor das mudanças, porque na verdade é melhor você tentar e não dar certo do que você não tentar e nunca saber se daria certo ou não, super clichê. Não sei por que associamos as mudanças ao fracasso... “Porque mudar o que está dando certo?!”, nem sempre está dando certo... Aparentemente sim, mas se você parar e observar bem a fundo você vai ver que poderia estar melhor, não sempre, nesse momento estou falando do meu caso.
Coragem, essa palavra define um pouco do que eu devo ter nesse momento da minha tão linda vida, e eu tenho coragem. Bem na real eu adoro desafios, e vejo que mudanças geram desafios, como estou mudando algumas coisas na minha vida, acredito que terei novos desafios e estou pronta! Super ansiosa, mas vou com os pés no chão, sem pressa de ser feliz, vou plantar e depois colher... O negócio é que devemos ser “pra frentex” como diz uma amiga minha.
Estou de mudança para um novo estado, não um lugar qualquer, bem pelo contrário, é um lugar onde nunca imaginei que eu iria. Mas aí é que entra a questão das oportunidades, penso que lá para onde vou, terei muito mais oportunidades do que aqui onde estou. Posso muito quebrar a cara e voltar pra cá mais arrependida do que nunca, mas eu duvido!! Juro, tenho mais fé em mim do que qualquer outra pessoa, eu acho... Melhor ir atrás dos meus sonhos do que deixar eles ali guardados em algum canto da minha cabeça.
Vou encerrando por aqui e quero aproveitar para dizer para aqueles que estão lendo meu post:
Batalhem pelos seus sonhos, não tenham medo de fracassar, não associem suas mudanças ao fracasso, procurem por algo novo quando não estiverem mais de acordo ou felizes da maneira que estão vivendo. O tempo passa e não volta, aproveitem, curtam o momento, viagem e aproveitem todos os momentos e oportunidades que a vida te dá. CORAGEM! E é isso aí...
Aquelas pessoas, penso eu, que ficam anos no mesmo lugar fazendo a mesma coisa devem ser realmente muito felizes e realizadas no que fazem ou acomodadas. É diferente quando estamos fazendo alguma coisa e de repente surge uma nova oportunidade de mudança e aí você pode optar pela melhor, de forma sensata e correta. O que não é o meu caso. Claro que uma pessoa de 50 anos não pode simplesmente jogar tudo para o alto e decidir “mudar” tudo, mas esse também não é o meu caso, pois tenho apenas 26 aninhos, bem vividos e com muita energia pra viver muito mais.
Eu sou muito a favor das mudanças, porque na verdade é melhor você tentar e não dar certo do que você não tentar e nunca saber se daria certo ou não, super clichê. Não sei por que associamos as mudanças ao fracasso... “Porque mudar o que está dando certo?!”, nem sempre está dando certo... Aparentemente sim, mas se você parar e observar bem a fundo você vai ver que poderia estar melhor, não sempre, nesse momento estou falando do meu caso.
Coragem, essa palavra define um pouco do que eu devo ter nesse momento da minha tão linda vida, e eu tenho coragem. Bem na real eu adoro desafios, e vejo que mudanças geram desafios, como estou mudando algumas coisas na minha vida, acredito que terei novos desafios e estou pronta! Super ansiosa, mas vou com os pés no chão, sem pressa de ser feliz, vou plantar e depois colher... O negócio é que devemos ser “pra frentex” como diz uma amiga minha.
Estou de mudança para um novo estado, não um lugar qualquer, bem pelo contrário, é um lugar onde nunca imaginei que eu iria. Mas aí é que entra a questão das oportunidades, penso que lá para onde vou, terei muito mais oportunidades do que aqui onde estou. Posso muito quebrar a cara e voltar pra cá mais arrependida do que nunca, mas eu duvido!! Juro, tenho mais fé em mim do que qualquer outra pessoa, eu acho... Melhor ir atrás dos meus sonhos do que deixar eles ali guardados em algum canto da minha cabeça.
Vou encerrando por aqui e quero aproveitar para dizer para aqueles que estão lendo meu post:
Batalhem pelos seus sonhos, não tenham medo de fracassar, não associem suas mudanças ao fracasso, procurem por algo novo quando não estiverem mais de acordo ou felizes da maneira que estão vivendo. O tempo passa e não volta, aproveitem, curtam o momento, viagem e aproveitem todos os momentos e oportunidades que a vida te dá. CORAGEM! E é isso aí...
18 julho 2010
A Saga do Verão
Esses dias eu estava em casa conversando com um amigo e lembrando o verão. Daí pensei: “
- Tenho boas histórias do verão para contar...
Então decidi começar por uma que me marcou mais, pois ela durou mais de 1, 2 dias... Na verdade ela durou 3... Dias estes que eram bastante caóticos para nós, tias, do “Quarto das Tchulas” da equipe de recreação do Resort em que estávamos trabalhando.
Bom, para quem não sabe no verão de 2009/2010 eu trabalhei em uma equipe de recreação de um lindo e maravilhoso Resort no Sul do Brasil. Verão este bastante movimentado, por esse motivo a equipe de recreacionistas era relativamente grande, cerca de 15 monitores, trabalhando 24 horas juntos, quando não estávamos no hotel, estávamos no alojamento.
Tínhamos como chefe um ex- tio de recreação, ou seja, o cara já tinha trabalhado como tio, ou seja, sabia de todas as falcatruas e maneiras de tentar “dar o migué” (como eles falavam) nas atividades, na verdade ele achava que sabia de todas as maneiras, mas na verdade ainda existiam alguns tios bem espertos que conseguiam fazer de conta que trabalhavam.
Eu sempre era julgada por não fazer nada, só porque eu acompanhava o grupo de “juvena” que é aquela galera de 15/16 anos que não quer fazer nada... não era minha culpa, eu na verdade tentava armar umas brincadeiras, mas a galera preferia ficar de boa, trocando idéia, então eu não insistia muito e ficava com eles, o tempo todo. E também tem um detalhe, todas as faixas etárias tinham no mínimo 3 tios, eu era a única sozinha, então não fazia muito esforço, mesmo, para causar.
Bom, a equipe entrava de manhã e saía à noite, por volta das 23 horas, mais ou menos, nosso chefe, além de muito irônico, cruel e VINGATIVO fazia reuniões todas as noites, para saber como tinha sido o dia de cada um de seus monitores. Depois de alguns “fumos” (nome dado a bronca que levávamos) alguns iam dormir, outros beber e assim por diante. As reuniões eram ótimas, sempre tinha um que levava mais “fumo” principalmente a Tia Jabuticaba, que era perseguida pelo grande grupo, por ser uma ótima tia e mandar melhor ou tão bem quanto os tios.
Normalmente ela saía chorandinho das reuniões, mas tudo também era muita brincadeira, zoação mesmo. Era ótimo. Até começarem as brincadeirinhas, sem graça e de certo abuso de poder, pode-se dizer assim...
Bom, depois de existir o maníaco do espelho, surgiu um “espírito” que colocava coisas no quarto das tias enquanto elas estavam ferozmente e arduamente trabalhando... Tudo começou assim:
Em uma noite, eu cheguei no alojamento por volta de 1 hora da manhã, pois como “não fazia nada” com os juvena era a única que ficava até a madrugada no hotel, whatever... Quando estava me aproximando de meu quarto encontrei uma certa muvuca. Tinha umas 5 pessoas lá dentro, a tia jabuticaba xingando a galera, indignada! Foi quando perguntei:
- O que está acontecendo??
- O Psico (apelido de um tio) pegou o nosso ventilador e DEU para o Diego (chefe) porque o dele estragou!!!!
Olha, na hora eu ri, porque achei que era brincadeira... Mas nãããão, era a mais pura realidade... O falcatrua do tio (que era o espião do chefe na época, dedo duro, X9 e o escambal) tinha realmente pegado o nosso ventilador e o pior, dado o do Diego para nós, quebrado e fazendo um barulho do inferno, achando que íamos nos dar por satisfeitas.
Depois de certa discussão do assunto, um negando uma coisa o outro afirmando outra eu fui no quarto do chefe, que estava DESCARADAMENTE lendo um livro com o ventilador super ventilando aquele corpo cansado. Quando eu vi, eu falei:
- Quero meu ventilador!
- Que ventilador??! (Ironia filha da mãe)
- O nosso ventilador, este aqui (peguei o ventilador na mão) que o Psico te trouxe.
- Pode pegar...
Quando eu peguei o ventilador na mão, ele disse:
- Só não esqueça: - COISAS ACONTECEM! (olhando malignamente para os meus olhos)
Daí como uma pessoa coerente que sou, decidi deixar o ventilador no quarto e tentar arrumar o outro. Como eu não consegui, pensei comigo mesma...
- Ahh, o máximo vai ser fazer mais atividades ou levar uns fumos a mais...
Fui lá e peguei o ventilador, coloquei no nosso quarto e dormimos como anjos.
No outro dia, fomos trabalhar... Na hora do almoço a Tia Jabuticaba resolveu tomar um banho, quando abrimos a porta do nosso lindo e arrumado quarto, havia uma FLORESTA lá dentro, galhos, folhas secas, TERRA, formigas e tudo que vocês possam imaginar jogado por todo o quarto. Na hora fui no quarto do espião e enchi ele de coisa, ele muito irônico disse:
- Eu estava trabalhando até agora, não fiz isso...
Foi quando me lembrei da ameaça do chefe, e daí sim tive a certeza de que tinha sido ele... Depois de algumas discussões e bate-boca arrumamos tudo e almoçamos, no final da tarde a mesma coisa, abrimos a porta do quarto e tinha lixo, latinha de cerveja e um monte de tralha jogada no meio do quarto. Isso durou um tempo. Ahh e levaram nosso ventilador embora. O pior é que eles eram tão irônicos que a gente até tinha dúvidas se tinham sido eles mesmo ou não, mas hoje eu tenho certeza que sim, foram eles.
Nós até pensamos em armar contra eles, mas achamos melhor ficar de boa... Uma vez só, a tia Jabuticaba, muito indignada, colocou uns pequenos galhinhos na cama do espião, só pra ele ficar ligado, foi quando nossa janela apareceu arrombada, o frigobar com pedaços de árvore e os colchões jogados, foi quando decidimos não medir força, e partimos para a parte em que éramos melhor, intelectualmente.
O que os “grandes mestres da recreação” não sabiam é que nós, tias, tínhamos contatos no hotel, ficamos apenas uma noite sem ventilador, porque depois estávamos nada mais nada menos que com uma turbina de avião dentro do nosso quarto, e eles ainda tentaram roubar, eu fui até agredida fisicamente e tive uma parte do braço “rasgada” pelo ventilador em uma das tentativas de furto do mesmo, uma tia levou uma fitada na cabeça, o negócio era bruto mesmo. Mas depois de um tempo conseguimos um ventilador que era coladíssimo na parede, ou seja, não podiam roubar!!! E ele ainda era super potente e silencioso.
Passamos o verão tendo algumas surpresas, hoje tudo o que sei quanto ao fato de ser irônica aprendi com meus digníssimos colegas, em especial, meu chefe. Além de abusar do seu poder de chefe para conseguir as coisas era também irônico em tudo o que fazia, às vezes até nos “fumos”. Mas minhas recordações são ótimas, conheci pessoas que eu nunca mais vou esquecer e aprendi coisas que também não irei esquecer, e vi coisas que também não irei esquecer, mas não irei entrar em maiores detalhes quanto a isso...
- Tenho boas histórias do verão para contar...
Então decidi começar por uma que me marcou mais, pois ela durou mais de 1, 2 dias... Na verdade ela durou 3... Dias estes que eram bastante caóticos para nós, tias, do “Quarto das Tchulas” da equipe de recreação do Resort em que estávamos trabalhando.
Bom, para quem não sabe no verão de 2009/2010 eu trabalhei em uma equipe de recreação de um lindo e maravilhoso Resort no Sul do Brasil. Verão este bastante movimentado, por esse motivo a equipe de recreacionistas era relativamente grande, cerca de 15 monitores, trabalhando 24 horas juntos, quando não estávamos no hotel, estávamos no alojamento.
Tínhamos como chefe um ex- tio de recreação, ou seja, o cara já tinha trabalhado como tio, ou seja, sabia de todas as falcatruas e maneiras de tentar “dar o migué” (como eles falavam) nas atividades, na verdade ele achava que sabia de todas as maneiras, mas na verdade ainda existiam alguns tios bem espertos que conseguiam fazer de conta que trabalhavam.
Eu sempre era julgada por não fazer nada, só porque eu acompanhava o grupo de “juvena” que é aquela galera de 15/16 anos que não quer fazer nada... não era minha culpa, eu na verdade tentava armar umas brincadeiras, mas a galera preferia ficar de boa, trocando idéia, então eu não insistia muito e ficava com eles, o tempo todo. E também tem um detalhe, todas as faixas etárias tinham no mínimo 3 tios, eu era a única sozinha, então não fazia muito esforço, mesmo, para causar.
Bom, a equipe entrava de manhã e saía à noite, por volta das 23 horas, mais ou menos, nosso chefe, além de muito irônico, cruel e VINGATIVO fazia reuniões todas as noites, para saber como tinha sido o dia de cada um de seus monitores. Depois de alguns “fumos” (nome dado a bronca que levávamos) alguns iam dormir, outros beber e assim por diante. As reuniões eram ótimas, sempre tinha um que levava mais “fumo” principalmente a Tia Jabuticaba, que era perseguida pelo grande grupo, por ser uma ótima tia e mandar melhor ou tão bem quanto os tios.
Normalmente ela saía chorandinho das reuniões, mas tudo também era muita brincadeira, zoação mesmo. Era ótimo. Até começarem as brincadeirinhas, sem graça e de certo abuso de poder, pode-se dizer assim...
Bom, depois de existir o maníaco do espelho, surgiu um “espírito” que colocava coisas no quarto das tias enquanto elas estavam ferozmente e arduamente trabalhando... Tudo começou assim:
Em uma noite, eu cheguei no alojamento por volta de 1 hora da manhã, pois como “não fazia nada” com os juvena era a única que ficava até a madrugada no hotel, whatever... Quando estava me aproximando de meu quarto encontrei uma certa muvuca. Tinha umas 5 pessoas lá dentro, a tia jabuticaba xingando a galera, indignada! Foi quando perguntei:
- O que está acontecendo??
- O Psico (apelido de um tio) pegou o nosso ventilador e DEU para o Diego (chefe) porque o dele estragou!!!!
Olha, na hora eu ri, porque achei que era brincadeira... Mas nãããão, era a mais pura realidade... O falcatrua do tio (que era o espião do chefe na época, dedo duro, X9 e o escambal) tinha realmente pegado o nosso ventilador e o pior, dado o do Diego para nós, quebrado e fazendo um barulho do inferno, achando que íamos nos dar por satisfeitas.
Depois de certa discussão do assunto, um negando uma coisa o outro afirmando outra eu fui no quarto do chefe, que estava DESCARADAMENTE lendo um livro com o ventilador super ventilando aquele corpo cansado. Quando eu vi, eu falei:
- Quero meu ventilador!
- Que ventilador??! (Ironia filha da mãe)
- O nosso ventilador, este aqui (peguei o ventilador na mão) que o Psico te trouxe.
- Pode pegar...
Quando eu peguei o ventilador na mão, ele disse:
- Só não esqueça: - COISAS ACONTECEM! (olhando malignamente para os meus olhos)
Daí como uma pessoa coerente que sou, decidi deixar o ventilador no quarto e tentar arrumar o outro. Como eu não consegui, pensei comigo mesma...
- Ahh, o máximo vai ser fazer mais atividades ou levar uns fumos a mais...
Fui lá e peguei o ventilador, coloquei no nosso quarto e dormimos como anjos.
No outro dia, fomos trabalhar... Na hora do almoço a Tia Jabuticaba resolveu tomar um banho, quando abrimos a porta do nosso lindo e arrumado quarto, havia uma FLORESTA lá dentro, galhos, folhas secas, TERRA, formigas e tudo que vocês possam imaginar jogado por todo o quarto. Na hora fui no quarto do espião e enchi ele de coisa, ele muito irônico disse:
- Eu estava trabalhando até agora, não fiz isso...
Foi quando me lembrei da ameaça do chefe, e daí sim tive a certeza de que tinha sido ele... Depois de algumas discussões e bate-boca arrumamos tudo e almoçamos, no final da tarde a mesma coisa, abrimos a porta do quarto e tinha lixo, latinha de cerveja e um monte de tralha jogada no meio do quarto. Isso durou um tempo. Ahh e levaram nosso ventilador embora. O pior é que eles eram tão irônicos que a gente até tinha dúvidas se tinham sido eles mesmo ou não, mas hoje eu tenho certeza que sim, foram eles.
Nós até pensamos em armar contra eles, mas achamos melhor ficar de boa... Uma vez só, a tia Jabuticaba, muito indignada, colocou uns pequenos galhinhos na cama do espião, só pra ele ficar ligado, foi quando nossa janela apareceu arrombada, o frigobar com pedaços de árvore e os colchões jogados, foi quando decidimos não medir força, e partimos para a parte em que éramos melhor, intelectualmente.
O que os “grandes mestres da recreação” não sabiam é que nós, tias, tínhamos contatos no hotel, ficamos apenas uma noite sem ventilador, porque depois estávamos nada mais nada menos que com uma turbina de avião dentro do nosso quarto, e eles ainda tentaram roubar, eu fui até agredida fisicamente e tive uma parte do braço “rasgada” pelo ventilador em uma das tentativas de furto do mesmo, uma tia levou uma fitada na cabeça, o negócio era bruto mesmo. Mas depois de um tempo conseguimos um ventilador que era coladíssimo na parede, ou seja, não podiam roubar!!! E ele ainda era super potente e silencioso.
Passamos o verão tendo algumas surpresas, hoje tudo o que sei quanto ao fato de ser irônica aprendi com meus digníssimos colegas, em especial, meu chefe. Além de abusar do seu poder de chefe para conseguir as coisas era também irônico em tudo o que fazia, às vezes até nos “fumos”. Mas minhas recordações são ótimas, conheci pessoas que eu nunca mais vou esquecer e aprendi coisas que também não irei esquecer, e vi coisas que também não irei esquecer, mas não irei entrar em maiores detalhes quanto a isso...
14 julho 2010
Mariscal
Em um lindo dia de sol, decidimos ir passar uns dias em Mariscal, praia vizinha de onde moramos. Meus dois estimados housemates (Fábio e Diego) e eu saímos no final da tarde para relaxar e passar uns dias diferentes em um lugar diferente fazendo coisas diferentes.
Chegando lá a primeira coisa que fizemos foi ir para a praia, meus estimados housemates não a conheciam ainda, e como um é de Bauru/SP e o outro de Cornélio Procópio/PR, olhar aquela imensidão de água era algo super interessante e diferente para eles, tanto que ficaram absurdamente empolgados, pulando e sorrindo à toa.
Ah, não posso esquecer que levamos nosso queridíssimo cachorro Joey, este também estava bastante feliz, pois era a primeira vez que colocava suas delicadas e pequeninas patinhas na areia da praia, concordo que isso não é muito conveniente, levar cachorro para a praia, mas ele é vacinado, não tem doença e não fez nenhuma de suas necessidades fisiológicas na praia, pelo menos não, até dado momento.
Quando voltamos para casa ficamos um tempo conversando e dando risada, tomamos vinho, catuaba, cerveja e água, é claro. Bom, a noite foi bem tranqüila, não consigo lembrar exatamente o que jantamos, minha memória é um pouco equivocada, às vezes esqueço pequenas coisas, mas enfim, devia ser algo parecido com sanduíches. A primeira noite dormimos tranquilamente para assim, poder aproveitar o outro dia.
Pela manhã, nosso querido chefe precisou ir trabalhar, como chefe deve zelar e manter a organização do setor no qual trabalhamos, tínhamos deixado, infelizmente, outra pessoa (Grampola) trabalhando também, este que fez muita falta, pois teríamos dado 3x mais risadas se ele estivesse junto, mas enfim. Ficamos Fábio e eu em Mariscal para aproveitar o dia.
Depois de tomar um excelente café da manhã resolvemos ir caminhar, encontramos muitas coisas na praia, dentre elas três tartarugas e uma capivara, infelizmente elas não estavam vivas, sim, elas estavam super se decompondo na areia da praia. Passeamos, andamos, andamos, encontramos um enorme trapiche e depois fomos ao mercado comprar nosso jantar, pois nosso querido chefe iria retornar ao lar para dormir. Decidimos fazer tainha recheada.
Entramos na casa de um pescador que dizia ter tainha e deixamos uma separada para pegar mais tarde, mas isso não aconteceu, acabamos comprando uma enorme e suculenta tainha no mercado, com ova e tudo. Estávamos voltando com as compras do mercado que estavam um pouco pesadas, quando passou três simpáticas senhoras em uma carroça sendo puxada por um lindinho cavalo, foi quando pedimos uma caroninha e é claro que o pedido não nos foi negado, pois somos pessoas bastante simpáticas. Foi muito divertido andar na carroça em uma rua de chão com milhares de buracos... Até trocamos uma breve idéia com as “tias” que estavam bem felizes em nos ajudar. Aquela conversa pausada, por causa dos buracos:
- A aai que bo o o a a a ess a a a caro o na...
Chegando em casa, pegamos Joey e nos dirigimos a praia, logo em seguida nosso chefe chegou e ficamos lá brincando e se divertindo na areia, olhando para o mar e conversando, coisa que fazemos muito. Fizemos de jantar a deliciosa tainha, estava magnífica, os meninos davam piruetas no ar de tão boa que estava. Depois jogamos cartas, bebemos e fomos dormir tudo muito diferente e divertido. (?)
No outro dia, acabei ficando sozinha pois os outros dois foram trabalhar, foi bom, caminhei, andei na praia, caminhei uns 50 quilômetros para encontrar um esmalte, comprei, fui pra casa, fiz as unhas, dormi. Fui acordada com a chegada de mais dois amigos que adoro (Tiago e Amanda) e o Fábio. Jogamos “personalidades” bebemos um vinho, demos umas risadas e dormimos. No outro dia os três funcionários padrão foram trabalhar e eu fiquei mais uma vez, sozinha. Trabalhava apenas a tarde.
Passei uma manhã inteira pensando na vida e curtindo o sol, que estava um espetáculo! Peguei um ônibus perto do meio dia, conheci TODAS as ruelas que existem no trajeto de Mariscal à Meia Praia, fiquei 75 horas dentro do ônibus, mas foi tranqüilo, pois tinha passado esses dias com pessoas que eu adoro em um lugar que eu adoro! Perfeito!
Chegando lá a primeira coisa que fizemos foi ir para a praia, meus estimados housemates não a conheciam ainda, e como um é de Bauru/SP e o outro de Cornélio Procópio/PR, olhar aquela imensidão de água era algo super interessante e diferente para eles, tanto que ficaram absurdamente empolgados, pulando e sorrindo à toa.
Ah, não posso esquecer que levamos nosso queridíssimo cachorro Joey, este também estava bastante feliz, pois era a primeira vez que colocava suas delicadas e pequeninas patinhas na areia da praia, concordo que isso não é muito conveniente, levar cachorro para a praia, mas ele é vacinado, não tem doença e não fez nenhuma de suas necessidades fisiológicas na praia, pelo menos não, até dado momento.
Quando voltamos para casa ficamos um tempo conversando e dando risada, tomamos vinho, catuaba, cerveja e água, é claro. Bom, a noite foi bem tranqüila, não consigo lembrar exatamente o que jantamos, minha memória é um pouco equivocada, às vezes esqueço pequenas coisas, mas enfim, devia ser algo parecido com sanduíches. A primeira noite dormimos tranquilamente para assim, poder aproveitar o outro dia.
Pela manhã, nosso querido chefe precisou ir trabalhar, como chefe deve zelar e manter a organização do setor no qual trabalhamos, tínhamos deixado, infelizmente, outra pessoa (Grampola) trabalhando também, este que fez muita falta, pois teríamos dado 3x mais risadas se ele estivesse junto, mas enfim. Ficamos Fábio e eu em Mariscal para aproveitar o dia.
Depois de tomar um excelente café da manhã resolvemos ir caminhar, encontramos muitas coisas na praia, dentre elas três tartarugas e uma capivara, infelizmente elas não estavam vivas, sim, elas estavam super se decompondo na areia da praia. Passeamos, andamos, andamos, encontramos um enorme trapiche e depois fomos ao mercado comprar nosso jantar, pois nosso querido chefe iria retornar ao lar para dormir. Decidimos fazer tainha recheada.
Entramos na casa de um pescador que dizia ter tainha e deixamos uma separada para pegar mais tarde, mas isso não aconteceu, acabamos comprando uma enorme e suculenta tainha no mercado, com ova e tudo. Estávamos voltando com as compras do mercado que estavam um pouco pesadas, quando passou três simpáticas senhoras em uma carroça sendo puxada por um lindinho cavalo, foi quando pedimos uma caroninha e é claro que o pedido não nos foi negado, pois somos pessoas bastante simpáticas. Foi muito divertido andar na carroça em uma rua de chão com milhares de buracos... Até trocamos uma breve idéia com as “tias” que estavam bem felizes em nos ajudar. Aquela conversa pausada, por causa dos buracos:
- A aai que bo o o a a a ess a a a caro o na...
Chegando em casa, pegamos Joey e nos dirigimos a praia, logo em seguida nosso chefe chegou e ficamos lá brincando e se divertindo na areia, olhando para o mar e conversando, coisa que fazemos muito. Fizemos de jantar a deliciosa tainha, estava magnífica, os meninos davam piruetas no ar de tão boa que estava. Depois jogamos cartas, bebemos e fomos dormir tudo muito diferente e divertido. (?)
No outro dia, acabei ficando sozinha pois os outros dois foram trabalhar, foi bom, caminhei, andei na praia, caminhei uns 50 quilômetros para encontrar um esmalte, comprei, fui pra casa, fiz as unhas, dormi. Fui acordada com a chegada de mais dois amigos que adoro (Tiago e Amanda) e o Fábio. Jogamos “personalidades” bebemos um vinho, demos umas risadas e dormimos. No outro dia os três funcionários padrão foram trabalhar e eu fiquei mais uma vez, sozinha. Trabalhava apenas a tarde.
Passei uma manhã inteira pensando na vida e curtindo o sol, que estava um espetáculo! Peguei um ônibus perto do meio dia, conheci TODAS as ruelas que existem no trajeto de Mariscal à Meia Praia, fiquei 75 horas dentro do ônibus, mas foi tranqüilo, pois tinha passado esses dias com pessoas que eu adoro em um lugar que eu adoro! Perfeito!
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